Eduardo Moscovis apresenta 'O Livro' em curta temporada na capital

Espetáculo marca o retorno de Moscovis aos palcos do teatro

por Jefferson da Fonseca Coutinho 03/09/2014 09:08

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PAULA KOSSATZ/DIVULGAÇÃO
Eduardo Moscovis diz que 'O livro' rompeu sua resistência em encenar monólogos (foto: PAULA KOSSATZ/DIVULGAÇÃO)
Quem comparecer à Funarte para ver 'O livro' vai se deparar com um espetáculo diferente daquele apresentadono Rio de Janeiro, há quatro anos. O solo de Eduardo Moscovis volta repensado aos palcos, depois de uma pausa. Primeiro monólogo do ator, conhecido por grandes plateias por sua performance na televisão, 'O livro' é um desafio intimista reinventado no calor do contato com o espectador. É a volta de Moscovis ao teatro, templo que viu nascer o intérprete de sucesso. Foi nos palcos, nos tempos de escola, que o artista compôs seus primeiros papéis.

 

E foi também embevecido de arte cênica que surgiu seu maior êxito profissional: 'O cravo e a rosa', novela de Walcir Carrasco e Mário Teixeira exibida pela TV Globo. A megera domada, de Shakespeare, foi a maior inspiraçãode Moscovis na composição do impagável Petruchio. Ator de paixão, daqueles que se lançam nos abismos da criação, Moscovis trouxe para o desafio da solidão em cena a parceira de outra empreitada no tablado: Christiane Jatahy. Ela o dirigiu na peça 'Corteseco', em 2009. “A Chris tem uma históriamuito interessante de romper com o teatro convencional. Em Corteseco, por exemplo, os atores se chamavam pelo próprio nome”, conta.

 

Entusiasmado, Moscovis revela que, na linha da direção de 'O livro', ator epersonagem se confundem no que é e o que não é cena. Inclusive, com espaço para que o ator deixe o texto de lado. “É a poesia do Newton Moreno, dramaturgo, que se completa sob a direção demuita sensibilidade da Chris”, avalia.

 

Newton Moreno vem escrevendo seu nome no topo da dramaturgia nacional com peças como 'As centenárias' e 'A memória da cana'. “Em O livro, ele fala de como a gente lida com as nossas perdas”, explica Moscovis. “É a históriade um cara que recebe um livro do pai. É um código familiar. Ao fim da leitura, ele sabe que vai perder a visão”, diz.

 

DESAFIO O ator, de 46 anos, conta que resistia ao monólogo. No entanto, depois de experimentar um longo texto sozinho em cena durante outra oportunidade profissional, topou o desafio. Para tanto, cercou-se de cuidados. Entre eles, uma equipe de delicadezas para aproposta originalmente intimista. “É um experimento de várias técnicas que me aproximam ainda mais do público. Recebo a plateia de uma maneira diferente.Já estou em cena de uma forma que não é cena”, revela Moscovis.

 

Depois da estreia, em outubro de 2010, no Espaço Sesc, em Copacabana, 'O livro' se destacou no Festival de Curitiba e em Porto Alegre. Passou anos fora da cena – com Moscovis envolvido em outros trabalhos – antes de voltar ao cartaz entre abril e junho, na Cinemateca Brasileira, em São Paulo.A peça foi apresentada também no 24º Festival de Inverno de Garanhuns,em Pernambuco.

 

“Estou muito feliz de poder trazer 'O livro' ao galpão da Funarte em BH. É sempre bom estar com os mineiros”, conclui Moscovis, sorrindo.

O livro
Funarte MG. Rua Januário, 68, Floresta. Desta quarta até sexta-feira, às 21h; Sábado, às 19h e às 21h e domingo às 19. Ingressos: R$20 (inteira) e R$10 (meia). Informações (31) 3213-7112 e 3213-3084.

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