Exposição em BH relembra trajetória de Miguel Gontijo

O pintor e desenhista faz apanhado histórico por meio de obras pertencentes a dois colecionadores. Entrada franca

por Estado de Minas 05/08/2014 09:09

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Fotos: Julio Hubner/divulgação
Obras de Miguel Gontijo flertam com o barroco (foto: Fotos: Julio Hubner/divulgação )
Hoje à noite, no Memorial Minas Gerais Vale, será aberta exposição do artista plástico Miguel Gontijo com 18 pinturas e desenhos pertencentes às coleções de Segismundo Marques Gontijo e Ricardo Pentagna Guimarães. As obras foram criadas nos últimos 50 anos. “É muito bom quando alguém coleciona o que você cria, pois tenho contato com o que fiz por meio desse conjunto”, observa o artista. Ele calcula que cada colecionador guarde cerca de 80 trabalhos seus. “Não tenho condições de reunir tanta coisa”, afirma.

Miguel Gontijo diz nunca saber qual peça alguém vai comprar. E ressalta que não faz trabalhos pensando em colecionadores. “Observando o conjunto, entendo o universo deles. Ambos gostam de obras arrojadas, de expressão forte, com conteúdo agressivo. Essas características estão também em obras de outros artistas que eles colecionam”, observa.

Gontijo está satisfeito com o que considera uma homenagem dos colecionadores a suas cinco décadas de atividades artísticas. Ponto de partida da mostra, 1964 remete ao caderno de desenho que ele fez quando tinha 13 anos e mais tarde foi adquirido por Segismundo Gontijo.

POP Se a adolescência foi de flerte com o concretismo, a juventude trouxe o surrealismo. Hoje, Gontijo considera que o pop marca o que realiza. “Gosto da irreverência e da liberdade da pop art, que é do meu tempo”, explica. Subsistindo a tudo, aponta, estão a visualidade e a cultura barrocas, seja por ele ser mineiro ou brasileiro.

“Meu trabalho é com o excesso”, afirma Miguel. Isso fica tão explícito na linguagem dele que, ao montar exposições, o artista evita qualquer exagero. Justamente por esse motivo ele decidiu reduzir a quantidade de trabalhos expostos no Memorial Vale.


EM BH

Nascido em Santo Antônio do Monte (MG), Miguel Gontijo mora em Belo Horizonte. Ele iniciou seus estudos na Escola Guignard e, em 1978, formou-se em história pela Faculdade de Filosofia de Belo Horizonte. É pós-graduado em arte e contemporaneidade pela Universidade do Estado de Minas Gerais (Uemg). Em 2011, Miguel ganhou o Prêmio Mário Pedrosa, concedido pela Associação Brasileira de Críticos de Arte, na categoria linguagem contemporânea.


MIGUEL GONTIJO
Pintura e desenho. Abertura nesta terça, às 18h30, para convidados. Memorial Minas Gerais Vale, Praça da Liberdade, s/nº, Funcionários. Terça, quarta, sexta-feira e sábado, das 10h às 17h30; quinta-feira, das 10h às 21h30; domingo, das 10h às 15h30. Até dia 24. Entrada franca.

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