Último dia da Flip é marcado por descontração em mesa com Fernanda Torres

Fernanda conversou com o público da Feira junto com o escritor peruano Daniel Alarcon e contou com a presença de Fernanda Montenegro na platéia

por Agência Brasil 03/08/2014 18:57

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Agência Brasil
(foto: Agência Brasil)
A descontração marcou uma das mesas de destaque do último dia da Feira Literária Internacional de Paraty (Flip), com a participação da atriz Fernanda Torres e do escritor peruano Daniel Alarcon. Fernanda Montenegro foi ovacionada ao aparecer na platéia para prestigiar a filha. Ambos declararam certa fobia a falar em público, mas o que se viu em seguida foi uma conversa solta e cheia de tiradas engraçadas. Fernanda, que lançou recentemente seu primeiro livro, Fim, acabou ofuscando o papel do mediador da mesa, o jornalista mexicano Ángel Gurría-Quintana, com perguntas e comentários sobre o segundo romance de Alarcón, Andando em Círculos, que fala sobre o amor, a guerra, o teatro, entre outros assuntos, em um Peru imaginado pelo autor. Teve um momento em que os dois levaram a plateia às gargalhadas, Fernanda contou a Alarcón que três dias antes filmara uma cena de striptease para o programa em que atua na televisão. O ator é um ser que não vale nada. Espero não desonrar a literatura aqui na Flip. Há três dias estava fazendo um striptease na boate Laconga!%u201D, declarou ela. %u201CPosso fazer um striptease", disse Alarcón, "mas ninguém me daria um centavo para fazer striptease%u201D, completou, e recebeu como resposta: %u201CPagaria para você fazer um striptease e muito. Esse aí vem com o Peru", complementou Fernanda. Tanto Fernanda como Alarcón disseram que seus personagens parecem ter vida própria, cujo destino é delineado no desenrolar da escrita que, segundo eles, é uma forma de escapismo. Segundo ela, seu livro e o de Alarcón têm em comum uma falta de redenção. %u201CA maior crítica que eu recebei sobre meu livro foi a falta da redenção. Mas o livro dele é apavorante, é muito pior que o meu%u201D, provocando mais risadas na tenda lotada. Para Alarcón, a cidade imaginária do livro é uma versão do Peru, a partir das memórias de sua infância, quando deixou seu país para viver com a família nos Estados Unidos. %u201CO Peru me persegue. Amo meu país, mas tenho os olhos abertos para as coisas boas e ruins, como a corrupção e a miséria", comentou ele, que elogiou a presença de muitos autores latino-americanos na Flip. "É bonito que o Brasil se integre mais com os países latinos. Precisamos de mais encontros como esse", declarou.

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