Musical revive momentos importantes da vida e obra de Gonzaguinha

Apresentações vão até domingo no Teatro Alterosa

por Ana Clara Brant 31/07/2014 08:15

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Lorena Venturini/Divulgação
"Gonzaguinha foi criado no morro, no meio da rapaziada, como ele próprio dizia. Mas buscou o caminho certo. Lutou pela vida" Rogério Silvestre, ator (foto: Lorena Venturini/Divulgação)
Gonzaguinha entrou duas vezes na vida do ator Rogério Silvestre. Na primeira, ele tinha 19 anos, estava trocando Itajubá, Sul de Minas, pelo Rio e ganhou de presente o CD 'Cavaleiro solitário'. “Começou minha identificação, me apaixonei pela obra dele. Estava saindo do interior, me sentia muito sozinho, teve tudo a ver com o momento”, recorda. O segundo encontro foi mais recente. Rogério, que vive em São Paulo, foi passar férias na cidade natal onde assistiu aos ensaios de montagem local sobre o cantor e compositor. Um dos atores teve um contratempo e abandonou o projeto. Veio então o convite surpreendente. “Minha agenda estava tranquila. Adorei a ideia e foi mais uma feliz coincidência Gonzaguinha ter aparecido novamente na minha vida”, diz.

O resultado desse feliz acaso pode ser conferido a partir de hoje, no Teatro Alterosa, no musical 'O eterno aprendiz eterno – Gonzaguinha'. Depois de passar por Itajubá, onde estreou, São Paulo, Salvador e São Luís, o espetáculo ficará em cartaz até domingo na capital mineira, que tem significado especial para a vida e a carreira do autor de 'O que é, o que é', entre outros clássicos. Foi em Belo Horizonte que Gonzaguinha viveu seus últimos 10 anos, tendo, inclusive, se inspirado na cidade para compor alguns de seus sucessos, caso de 'O lindo lago do amor'. “Vai ser especial sobretudo porque além de nunca ter me apresentado em BH, foi o lugar que Gonzaguinha escolheu para viver, onde moram sua viúva e uma de suas filhas. Tenho certeza de que vai ser bem emocionante e acho que o público vai sentir essa áurea dele, além de perceber como fazemos tudo com carinho, alma e sobretudo muita verdade. É um teatro de verdade”, celebra Rogério, que faz o papel do artista carioca.

No palco, o ator interpreta texto poético que passeia pela vida e obra do filho do Rei do Baião. Intercalada à dramaturgia, são interpretadas 16 canções de Gonzaguinha, como 'Explode coração', 'Recado', 'Começaria tudo outra vez' e 'Moleque'. O espetáculo conta com banda formada por três cantores e quatro músicos, propondo diálogo enriquecedor entre produção artística e vida pessoal e profissional.

A montagem foi inicialmente gestada em Itajubá, numa conversa entre o diretor teatral Breno Carvalho e o regente Amaury Vieira. A dramaturgia ficou a cargo do poeta paraibano Gildes Bezerra. O trabalho começou a ganhar força com a entrada de outros músicos, igualmente influenciados pela obra de Gonzaguinha – a banda conta com os instrumentistas Rafael Toledo e Jelber Oliveira. Já nos vocais estão a baiana Maira Lins e o mineiro Paulo Francisco, que tem relação mais do que especial com o homenageado. É filho de Fredera, que durante 10 anos foi guitarrista de Gonzaguinha. “Quando nasci, meu pai estava fazendo um show com ele. Sempre me lembro dele telefonando lá pra casa quando eu era garoto. Estar nessa produção tem uma importância ímpar pra mim, não só pelo aspecto da obra, mas da vida dele. Reviver o Gonzaguinha é sempre bom em todos os aspectos”, destaca Paulo.

O eterno aprendiz eterno – Gonzaguinha
Musical com Rogério Silvestre, direção de Breno Carvalho e texto de Gildes Bezerra. De quinta a sábado, às 21h; domingo, às 20h. Teatro Alterosa, Av. Assis Chateaubriand, 499, Floresta. Ingressos: R$ 50 (inteira) e R$ 25 (meia). Informações: (31) 3237-6611.

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