História de Hilda Furacão repercute na web

Leitores e personalidades comentam reportagem do EM que localizou Hilda Furacão em asilo de Buenos Aires."Roberto Drummond ia adorar isso", escreveu a autora Glória Perez

por Carolina Braga 28/07/2014 10:16

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Ivan Drummond/EM/D.A Press
Hilda e Paulo Valentim em frente à casa da familia dele, em Barra do Pirai (foto: Ivan Drummond/EM/D.A Press )
A notícia de que Hilda Furacão vive em um asilo em Buenos Aires gerou surpresa nas redes sociais. “Roberto Drummond ia adorar isso :-))”, publicou a autora Glória Perez, responsável pela adaptação do romance do escritor mineiro para a minissérie exibida em 1998, na Rede Globo. “Acho que ele já sabia...”, respondeu o responsável pelo perfil do projeto Sempre um papo. Reportagem publicada neste domingo pelo Estado de Minas mostrou que a mulher que inspirou o romancista a criar a personagem mitológica da zona boêmia de Belo Horizonte nos anos 1950, hoje com 83 anos, vive em um asilo em Buenos Aires.

Compartilhada mais de 5 mil vezes até a publicação desta matéria, a história repercutiu no Brasil e também na Argentina. Se os hermanos ressaltavam o fato de ela ter sido casada com o ex-jogador do Boca Juniors Paulo Valentim, como foi o caso de Diego Fucks, outros sugeriram até que ela retornasse ao Brasil. “Vamos trazer ela para BH”, disse Manoel Mendes Neto. “Tem que voltar para BH”, reforçou Felipe Diniz Marinho.

A personagem de Hilda Furacão, interpretada por Ana Paula Arósio na ficção, sempre alimentou o imaginário dos leitores. Na obra de Roberto Drummond ela é apresentada como herdeira de uma família rica da sociedade mineira, frequentadora assídua das festas do Minas Tênis Clube, que troca tudo para viver na zona de prostituição da Rua Guaicurus, no Centro de BH. O livro foi publicado em 1991 e desde então existiam muitas especulações sobre quem teria sido essa mulher, assim como os personagens que rondaram a vida dela, como Frei Malthus.

A própria Glória Perez brincou com isso ontem. Em resposta a um seguidor do Twitter afirmou: “Vc nem imagina quantas Hilda Furacão apareceram quando a série passou!”. Houve também quem contestasse a descoberta nas redes sociais. “Existe muita lenda em relação a essa mulher. Mas com toda certeza não é essa aí. A verdadeira Hilda morreu em 1995, no interior de Minas”, afirmou o usuário, identificado como gwconsultoria.

O repórter Ivan Drummond se encontrou com Hilda no asilo onde ela vive em Buenos Aires, só e sem família (o marido e o filho já morreram), com uma pasta com documentos e fotos antigas, da qual não se separa. Com memória frágil, alternando momentos de lucidez e esquecimento, ela contou sobre o casamento com Paulo Valentim e se lembrou de algumas passagens da vida em BH. “Show. A memória dela é seletiva”, comentou Juevellyn Ribeiro no Twitter.

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