Biografia do Black Sabbath é lançada no Brasil

Livro foi escrito pelo jornalista britânico Mick Wall, autor de outras obras sobre bandas icônicas do rock como AC/DC, Metallica e Led Zeppelin

por Daniel Seabra 23/07/2014 09:22

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Leandro Couri/EM/D.A Press-15/10/2013
Os fãs do Black Sabbath em BH não se esquecem do show que Ozzy e cia. fizeram em outubro, no Mineirão (foto: Leandro Couri/EM/D.A Press-15/10/2013)
De patinho feio da música a criadores do heavy metal. Esse foi basicamente o destino do Black Sabbath, um dos consagrados nomes do rock mundial. E novamente a história sai das mãos de Mick Wall, autor de várias biografias de lendas do metal, como AC/DC, Metallica e Quando os gigantes andavam na Terra, do Led Zeppelin. Batizada no Reino Unido de Black Sabbath: Symptom of the universe, a obra acaba de ser publicada no Brasil como Black Sabbath – A biografia (Globo Livros, 360 páginas, R$ 44,90). A tradução é de Marcelo Barbão.

Além da formação considerada clássica, com Ozzy Osbourne, Tony Iommi, Geezer Butler e Bill Ward, o livro registra as dezenas de músicos que passaram pela banda desde que iniciou suas atividades em 1968. Os três primeiros músicos, aliás, estiveram por aqui em outubro do ano passado, tocando na Esplanada do Mineirão. Como faz costumeiramente, Mick Wall conta a história da banda com riqueza de detalhes. E a trajetória do Sabbath, pelo menos no início, não difere de muitas outras bandas. Tudo começou como um sonho que se tornaria realidade. Os caras alcançaram o sucesso, viraram estrelas e aí surgiram os problemas com dinheiro, guerra de egos, mulheres, álcool e outras drogas e por aí vai.

Vida acidentada

Ozzy, Iommi, Butler e Ward eram garotos que viviam em Aston, distrito de Birmingham, na Inglaterra. O baixista, por exemplo, era tido como o cérebro do Sabbath. Na época andava com uma vasta cabeleira, queria ser um beatle e era frequentador assíduo dos jogos do Aston Villa, o time da localidade. Além disso, o então soldador Tony Iommi perdeu as pontas dos dedos médio e anelar da mão direita em um acidente no dia em que iria largar o emprego para se dedicar à música. Sua carreira, que ainda nem havia começado, quase terminaria aí.

Entre outras várias passagens da banda, com inúmeras saídas, a principal delas foi a expulsão de Ozzy Osbourne e a entrada de Ronnie James Dio em seu posto. Ozzy, apelidado Madman, levou um chute no traseiro por ser mais maluco que os outros e começou uma carreira solo de muito sucesso – ele também passou por BH, em um Mineirinho lotado. Sua volta também está lá, mas antes disso teve a prisão do vocalista, a aceitação de Dio por parte dos fãs e a passagem de Ian Gillan (Deep Purple) pelo microfone do grupo no início dos anos 1980, além de vocalistas menos cotados.

Também está retratado o período inativo do Black Sabbath, quando Dio excursionou pelo mundo interpretando clássicos de sua fase como cantor solo, com o nome de Heaven and Hell, um dos grandes discos do Sabbath, lançado em 1980. De forma geral, as citações no livro foram dadas diretamente ao autor, que trabalhou com o Sabbath e com Dio por 25 anos, como jornalista e assessor de imprensa.

Na reta final da biografia, Wall apresenta as versões dos dois lados: Bill Ward e o restante da banda. O baterista se recusou a assinar o contrato para a volta do Sabbath por não concordar com os números, dando início a uma verdadeira guerra de declarações na imprensa. Tommy Clufetos, baterista da banda solo de Ozzy, foi recrutado e deu conta do recado com sobras, gravando o disco 13, saindo em turnê com o Black Sabbath.

Depois do lançamento de 13, e após um hiato de 35 anos sem Ozzy – a última participação dele na banda foi em Never say die!, de 1978 – e 18 anos sem lançar material inédito, o Black Sabbath já projeta um novo trabalho. Claro, tudo vai depender de como estiver Iommi, que segue em tratamento de um câncer em estágio inicial. E a torcida é para que o Iron Man tire de letra e se recupere o mais rápido possível, para que se repita o tufão que arrasou a Esplanada do Mineirão no ano passado.

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