Jeane Doucas fala sobre a morte em espetáculo no Palácio das Artes

Com passagens pela Espanha, Grécia, Argentina e Japão, artista traz referências de diferentes culturas para o texto do espetáculo

por 17/07/2014 09:12

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Carlos Sperber/divulgação
Jeane Doucas se apresenta até 10 de agosto na Sala João Ceschiatti (foto: Carlos Sperber/divulgação)
Primeiro foi uma performance no Parque Guell, em Barcelona, depois uma residência artística na Grécia, outra na Argentina e uma passagem pelo Japão, além de períodos de experimentação no Brasil. Dessa mistura de culturas e referências surgiu Se eu estou aqui, eu posso estar ali?, solo de Jeane Doucas. Em cartaz na Sala João Ceschiatti do Palácio das Artes até 10 de agosto, de quinta-feira a domingo, o espetáculo é uma investigação em torno da morte. Ela mistura linguagens como dança, teatro e butô.

“O que se passa com o corpo, a cabeça e as emoções daquela pessoa? É uma criação muito intuitiva baseada em pesquisas e no improviso”, explica a diretora. O solo não segue uma narrativa linear e busca tratar poeticamente um estado de espírito. “São momentos, lembranças. Tem a questão da dor do sofrimento, mas também um pouco de humor”, explica.

Jeane Doucas começou a criar o espetáculo em 2004. A versão que estreia hoje traz novidades em relação àquela apresentada em Atenas, Belo Horizonte e Uberlândia. “É algo bem minimalista mesmo, para concentrar no trabalho do ator”, diz.

A dramaturgia se baseia em poemas de diferentes autores, entre eles o grego Konstantino Kavafi. Muitos textos, inclusive, são declamados em grego, com voz em off em português.

SE EU ESTOU AQUI, POSSO ESTAR ALI?
Teatro João Ceschiatti. Avenida Afonso Pena, 1.537, Centro, (31) 3236-7400. De quinta a sábado, às 20h30; domingo, às 19h30. R$ 10 (inteira) e R$ 5 (meia).

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