Dia da Bastilha é celebrado com desenhos na Aliança Francesa, em BH

14 de julho, data do acontecimento histórico da Revolução Francesa, também marca os 70 anos da Aliança

por Ana Clara Brant 14/07/2014 09:35

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Reprodução
JK 1:100, desenho José Octavio Cavalcanti que reproduz a fachada de prédio na escala de 1 para 100 (foto: Reprodução)
Hoje é celebrada a Festa Nacional Francesa ou o Dia da Bastilha, em memória ao episódio histórico da Tomada da Bastilha, em 1789, quando teve início o caráter popular da Revolução Francesa. E, há exatos 70 anos, era fundada em Belo Horizonte, em um casarão na região da Savassi, a Aliança Francesa. Para celebrar a data, será inaugurada logo mais a exposição BH, Cidade Luz, com obras dos artistas plásticos mineiros Warley Desali e José Octavio Cavalcanti, que propõem um diálogo entre as duas cidades.


Enquanto Desali nunca esteve na capital francesa e procurou desenvolver seu trabalho por meio de referências, Cavalcanti chegou a morar lá durante dois anos, na década de 1970. Ele conta que decidiu passar uma temporada na França assim que se formou em arquitetura, pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), e lá aprendeu de tudo um pouco.
Vinte anos depois, regressou à Cidade Luz exclusivamente para desenhar. “Desta vez, passei três meses em Paris buscando estabelecer, por meio do desenho de observação, o diálogo entre as capitais francesa e mineira e outras cidades de seu tempo”, explica. Para o artista e arquiteto, Paris inspirou não só BH como diversas localidades espalhadas pelo mundo, sobretudo seus traços arquitetônicos, suas avenidas e bulevares. “É uma pena que avenidas como a Afonso Pena tenham perdido muito de suas características originais, como aquelas árvores e aqueles casarões que lembram os parisienses. Mas nossa capital tem muita coisa que ainda lembra Paris. E minhas obras não deixam de ser uma homenagem”, destaca José Octavio Cavalcanti.


Nos desenhos do artista, o sol perpassa a paisagem urbana e acentua contrastes nas zonas de luz/branco e sombra/preto que se estendem por seus expandidos horizontes. “O meu trabalho é basicamente grafite, porque é uma técnica muito rica e mais fácil e prática. Raramente trabalho com cores”, explica. Entre as obras que estarão na exposição, um desenho feito à beira do Rio Sena, a fachada do edifício JK e a praça da Liberdade.

 

Warley Desali/Divulgação
Pintura de Warley Desali, cores fortes e alusão à palavra Paris, opção do artista que não conhece a cidade (foto: Warley Desali/Divulgação)
 

 

Já Warley Desali costuma produzir pinturas de lugares próximos de seu cotidiano. Morador de Contagem, na Região metropolitana, e por não conhecer Paris, ele criou telas que remetem ao nome Paris, como o Bairro Europa, a Rua Paris, a Vila Paris e a Praça Paris. “Trabalhei muito essa questão da luz, que é muito presente na capital da França, e nas cortes fortes, e acabei retratando ambientes meio periféricos”, diz.


No total foram oito pinturas, projeto considerado um verdadeiro desafio para Desali. “Foi muito interessante traçar esse paralelo entre as duas cidades e criar essas referências. E o bacana é o contraste entre o meu trabalho, mais colorido, e o do Cavalcanti, em preto e branco, mais cru”, analisa.

BH, Cidade luz

Mostra com obras de Warley Desali e José Octávio Cavalcanti. Abertura nesta segunda, às 19h. Salão Cultural da Aliança Francesa, Rua Tomé de Souza, 1.418, Savassi. Aberta este mês, de segunda a sexta, das 8h às 21h. Em agosto, de segunda a quinta, das 8h às 21h; sexta e sábado, das 8h às 16h30. Entrada franca. Informações: (31) 3291-5187. Em cartaz até 9 de agosto.

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