Francisco Albuquerque ganha mostra no Centro de Arte Contemporânea e Fotografia

Exposição tem curadoria de Sérgio Burgi e reúne 150 imagens de todas as áreas de atividade do fotógrafo

por Fernanda Machado 04/07/2014 06:00

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Francisco Albuquerque/Divulgação
(foto: Francisco Albuquerque/Divulgação)
Em 1947, o cearense Francisco de Albuquerque (1917– 2000) chegava a São Paulo, buscando clientela para o que fazia: retratos. Ele se instalou na região hoje conhecida como Jardins, na época reduto de classe média em ascensão. A qualidade técnica e sofisticação de linguagem logo conquistou clientela variada, de empresários a jovens candidatas a modelos, além de artistas, políticos e intelectuais, proporcionando a ele tanto aventuras autorais como trabalho de documentação de empresas e com agências de publicidade, no sentido de um maior apuro fotográfico. Um perfil das atividades de Albuquerque está na exposição Estúdio Francisco Albuquerque, no Centro de Arte Contemporânea e Fotografia.

A exposição tem curadoria de Sérgio Burgi e reúne 150 imagens de todas as áreas de atividade do fotógrafo, realizadas ao longo de 30 anos. Entre elas, imagens de personalidades, como Juscelino Kubitschek, Vitor Brecheret, Hilda Hist, Luiz Gonzaga e Roberto Burle Marx. Foi Francisco Albuquerque quem fez o book da então candidata a modelo Regina Duarte, que se tornaria estrela de uma campanha publicitária, o primeiro passo na carreira artística que seria consagrada na televisão.

Sérgio Burgi chama a atenção para as raízes brasileiras e a vivência internacional de Albuquerque, lembrando que ele é filho de cinegrafista amador e, aos 25 anos, trabalhou como fotógrafo de cena do documentário It’s all true, que Orson Welles rodou no Ceará. “E se insere em momento especial de São Paulo, sabendo viver o contexto. Há nas imagens dele um fascinação com a cidade”, acrescenta Burgi, destacando a iluminação e o enquadramento das imagens, em uma representação teatral que constrói o imaginário metropolitano.

A exposição traz um vídeo sobre o processo de restauração dos negativos e uma apresentação com fotografias digitalizadas, ampliando o acesso ao numeroso acervo do fotógrafo. Um apanhado das mais de 70 mil imagens fotográficas que estavam se perdendo e que o Museu da Imagem e do Som de São Paulo cedeu ao Instituto Moreira Salles. A visita à exposição esclarece que o primeiro contato de Albuquerque com a fotografia foi aos 15 anos, ao fazer um documentário de curta-metragem. Em 1948, ele foi o primeiro fotógrafo no país a produzir uma campanha publicitária – até então, a publicidade usava apenas ilustrações e desenhos.

O Estúdio Fotográfico francisco Albuquerque

Fotos de Chico Albuquerque, no Centro de Arte Contemporânea e Fotografia (Av. Afonso Pena, 737, Centro). De terça-feira a sábado, das 9h30 às 21h; domingo, das 16h às 21h. Até 3 de agosto. Entrada franca. Informações: (31) 3263-7378.

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