Colégio Arnaldo ganha livro celebrando os 100 anos da instituição

Centenário foi comemorado em 2012 mas obra só pode ser lançada em 2014

por Ana Clara Brant 26/05/2014 09:37

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Colégio Arnaldo/Divulgação
Aos 100 anos, Colégio Arnaldo ganha livro e tem a pintura de sua fachada restaurada (foto: Colégio Arnaldo/Divulgação)
Ele começou num casarão alugado, na esquina da Rua dos Timbiras com Rua da Bahia, em 1912. Quatro anos depois, foi transferido para o suntuoso prédio em estilo eclético, localizado na Avenida Brasil com Carandaí. Um dos mais tradicionais de Belo Horizonte, o Colégio Arnaldo completou 100 anos, e, para celebrar a data, hoje à noite haverá lançamento de livro comemorativo, além da entrega da pintura da fachada totalmente restaurada. “Apesar do centenário ter sido em 2012, como a publicação foi feita por meio da lei de incentivo, o processo para a captação de recursos foi um pouco demorado. Sempre tivemos a vontade de registrar a história não só da instituição, como das pessoas que passaram por ela”, comenta o professor João Guilherme Porto, que fez parte do conselho editorial do livro 'Colégio Arnaldo 100 anos – Patrimônio educacional e cultural de Belo Horizonte', e é assessor da direção do colégio.

Fundado por missionários da Congregação do Verbo Divino ,que vieram para a capital mineira no início do século 20, nos primeiros anos o Arnaldo era um externato para meninos. Nos anos 1960, a direção percebeu o aumento do interesse das mulheres pela carreira científica, e não apenas na linha dos cursos clássicos ou de formação, e passou a aceitar alunas, uma ação até então inovadora no país.

Por lá passaram muitas pessoas ilustres e das mais variadas áreas. “O Colégio Arnaldo faz parte não só da história de BH, mas do Brasil. Ele formou alunos que deixaram sua marca na política, como Gustavo Capanema, Milton Campos, Célio de Castro e Patrus Ananias; na medicina, com Ivo Pitanguy e Hilton Rocha; na literatura, com a presença de Guimarães Rosa e Carlos Drummond de Andrade; e na música, onde se destacam Fernando Brant e Toninho Horta, entre outros”, lembra João Guilherme.

Há, inclusive, vários depoimentos de ex-alunos na publicação, e cada um lembra de momentos afetivos e importantes do período escolar. Para João, que viveu 29 de seus 33 anos dentro da instituição, seja como estudante ou funcionário, o interessante da pesquisa foi perceber que em cada família entrevistada há um caso relacionado ao Arnaldo, sempre com muito carinho. “Como a gente promove encontros, festas e futebol com ex-alunos, tenho amigos que estudaram lá nas décadas de 1950, 1960, 1970. Isso é muito gostoso”, celebra.

Um dos pontos altos da obra são as imagens que retratam o Colégio Arnaldo desde os seus primórdios até os dias de hoje. Há fotos raras, que trazem desde convites de formaturas alunos em salas de aula, festas, projetos sociais, professores, bibliotecas, teatros, museus e as instalações nas mais diferentes épocas. O livro também lembra da outra unidade, a do Anchieta, criada há 50 anos.

“Acho que um dos principais méritos da instituição, e que se manteve ao longo destes 100 anos, é que ela sempre se preocupou com o aluno no sentido mais amplo. E isso é muito raro hoje em dia. Além de prezar pela educação, trabalha valores como a ética, a fé, a solidariedade e o caráter”, resume João Guilherme Porto.

Missionário

Arnaldo Janssen nasceu em 5 de novembro de 1837 na cidade de Goch, na Alemanha. Missionário católico, ordenado sacerdote aos 24 anos, fundou a ordem religiosa Sociedade do Verbo Divino, com presença nos cinco continentes. Foi canonizado pelo papa João Paulo II em outubro de 2003. Morreu em 1909.

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