Chega a BH 'Glory Box', espetáculo visto por mais de 200 mil pessoas em todo o mundo

Criação da atriz e bailarina australiana Moira Finucane, performance deve ser vivenciada

por Carolina Braga 23/05/2014 06:00

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Heidrun Lohr/Divulgação
(foto: Heidrun Lohr/Divulgação)
“Provocativa na verdadeira essência da palavra.” É assim que a performer, bailarina e atriz australiana Moira Finucane apresenta Finucane & Smith’s Glory Box, montagem em cartaz no Music Hall até domingo na programação do FIT-BH. O trabalho, chamado de sedutor por sua criadora, vai do circo ao cabaré, passando pelo gótico dramático, por danças parisienses, hard core, techno e, obviamente, temperado com muita performance. “Misturamos tantos estilos e influências para explorar humanidade, liberdade, paixão, alegria e desejo”, continua.

Será a primeira vez que Moira Finucane e sua trupe vêm ao Brasil. Ela não esconde a empolgação e também a curiosidade. Glory Box é o trabalho mais incensado do grupo de Melbourne, na Austrália. Já foi visto por um público estimado de 200 mil pessoas ao redor do globo. É daquele tipo de peça que não dá para explicar, deve ser vivenciada.

“Cada pessoa é tocada de uma forma, mas é verdade que em todos os lugares pelos quais passamos as pessoas comentam três coisas (em línguas diferentes!): que nunca viram nada parecido antes, tiveram sensação de liberdade e também de estarem vivos”, comenta Moira. Finucane & Smith’s Glory Box tem a vibe de uma festa. Durante a apresentação, o bar do Music Hall estará em funcionamento. Haverá venda de bebidas alcoólicas e comidas.

No palco, montado como passarela, Moira e as atrizes Saint Clare, Holly Durant, Anna Lumb, Lily Paskas e Azaria Universe se revezam nos quadros. A diretora deixa claro que não se interessa pelas fronteiras entre erudito e popular. “Para mim, a grande arte é a que faz com que os cabelos do meu braço ou da parte de trás do meu pescoço se levantem, seja uma canção pop perfeita, uma ópera do século 11, pintura ou grafite. Acho que é essa sensibilidade, esse sequestro de diversas formas de arte que faz com que nosso trabalho tanto defina como redefina o cabaré”, ela diz.

A duração do espetáculo gira em torno de 75 minutos, dependendo da improvisação das artistas. Mas Glory Box começa antes de elas pisarem efetivamente no palco. Como há brincadeiras com a plateia, uma espécie de aquecimento, a recomendação é de que as portas sejam abertas cerca de 30 minutos antes da sessão.

Diferentemente de trabalhos que buscam escandalizar a plateia, Glory Box também pretende marcar, mas não pelo viés do incômodo ou da crítica vazia. Embora provocativa, a atriz garante que não se trata de uma montagem com críticas sociais. É, na verdade, uma declaração de que “os humanos são belos, seres extraordinários, cheios de potenciais e sonhos selvagens que devem ser respeitados, desejados e celebrados”.

GLORY BOX
Sexta e sábado, às 22h30, domingo, às 19h30. Music Hall, Avenida do Contorno, 3.239, Santa Efigênia, (31) 3209-8686. Ingressos: R$ 20 (inteira) e R$ 10 (meia). À venda no www.fitbh.com.br ou no posto da Belotur no Mercado das Flores (Avenida Afonso Pena esquina com Rua da Bahia).

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