Helder Profeta comemora duas décadas de trabalhos com exposição

Artista exibe desenhos, objetos e pinturas que expressam apreço pelo design e pelo diálogo de técnicas. Sem patrocínio, a mostra será aberta nesta sexta no Galpão Paraíso

por Walter Sebastião 09/05/2014 08:56

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Fotos: H. Profeta/divulgação
Em 'A japonesa', acrílica sobre lona, Helder Profeta desenvolve o que chama de visualidade "artificial" (foto: Fotos: H. Profeta/divulgação)
Para comemorar duas décadas de atividades, o artista plástico mineiro Helder Profeta, de 47 anos, organizou exposição com 50 obras, que será aberta nesta sexta-feira no Galpão Paraíso, em BH. Os desenhos, objetos e pinturas desenvolvem a visualidade que o artista define como “artificial”. Os trabalhos têm como ponto de partida a imagem mecânica, além de matérias e objetos industrializados.

No início de sua carreira, Profeta apresentava desenhos sobre acrílico, material que expressava tanto a busca de novos suportes para o pensamento gráfico quanto a procura por maior durabilidade do que a oferecida pelo papel.

As placas de acrílico se transformaram em esculturas com objetos de plástico, como baldes e brinquedos. Mais tarde, elas se tornaram impressões digitais, que, por sua vez, foram gravadas sobre lonas, tornando-se esboço para pinturas e colagens. “A minha ferramenta é o cérebro, não a mão”, provoca Helder Profeta.

O artista explica que a origem dessa pesquisa foi a busca de um novo tipo de desenho, que já era feito por designers há tempos, mas agora inserido no contexto da arte. Esse processo é o núcleo dos trabalhos de Helder, mas as peças podem ter diferentes considerações. Algumas colocam diferentes técnicas em diálogo, outras confrontam modos distintos de produzir imagens. “E há trabalhos puramente plásticos”, conta ele.

O único  

Ao fazer um balanço de seus 20 anos de atividades, Helder Profeta comemora o fato de ser o único dos formandos de 1993, na Escola Guignard, a se dedicar ao ofício. “Isso traz a sensação de que fazer arte é exercício de paciência e persistência”, observa. Chato, aponta ele, é o fato de o artista ficar “quase esquecido” depois dos 40 anos, até por falta de ações que apoiem profissionais dessa faixa etária.

“Há bolsas e programas de residência, mas poucos. Quem aproveita são os mais jovens”, observa Helder Profeta, ressaltando que o atual momento cobra destreza. Sem patrocínio, ele viabilizou a nova exposição com recursos próprios e o apoio do Galpão Paraíso, espaço aberto em fevereiro.

Instalado no Bairro Paraíso, o ateliê coletivo de pintura promove exposições, cursos e palestras, entre outras atividades. “Nossa proposta é ser um espaço multicultural: tudo junto e misturado”, explica Raquel Isidoro, proprietária do Galpão Paraíso, que já exibiu pinturas de Leo Brizola e planeja coletiva de jovens artistas para julho.

HELDER PROFETA
Pintura, desenho e objeto. Galpão Paraíso, Rua Cachoeira Dourada, 44, Bairro Paraíso, (31) 9967-3331. Abertura nesta sexta, às 20h. De terça a sexta-feira, das 16h às 20h; sábado, das 10h às 15h. Até 3 de junho.


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