Experiência faz a diferença quando se trata de credibilidade

Redes de TV mantêm apresentadores experientes em jornais, contrariando a tendência da TV de privilegiar rostos bonitos

por Estado de Minas 03/05/2014 00:13

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Muito mais que rostinhos bonitos. A experiência conta, e muito, quando o assunto é credibilidade. Que o digam os apresentadores de telejornais, território que vem resistindo ao manter profissionais com que têm trajetória consolidada. É assim com os veteranos Boris Casoy, Domingos Meirelles e Heródoto Barbeiro.

TV Cultura/Divulgação
Budista, Heródoto Barbeiro acrescenta meditação e ioga em seu cotidiano (foto: TV Cultura/Divulgação)
E se engana quem pensa que a idade é problema para manter o ritmo acelerado. “Entro no jornal às 22h, saio às 3h e durmo às 4h. Acordo e faço uma hora e meia de ginástica. Almoço, tiro uma folga e vou buscar informações na internet. Eu me cuido, vou ao médico e acho que o bom humor me segura em pé. No meu corpo tudo funciona!”, brinca o âncora do Jornal da noite, da Band, Boris Casoy, de 73 anos.

Nunca é tarde para recomeçar. Prova disso é Domingos Meirelles, também de 73, que estreou nesta semana o programa Repórter Record investigação. “Passei cinco anos e meio sem aparecer na TV. Aproveitei para escrever livros e exercer outras atividades”, conta. Sua nova rotina inclui a ponte aérea entre Rio, onde mora, e São Paulo, onde grava. “A maturidade é tudo. Não é preciso competir e você já sabe o que é certo e errado.”

A rotina de Heródoto Barbeiro, de 68, , não é muito diferente. Quando não está nos estúdios, escreve para a internet e pretende publicar dois livros ainda neste ano. E encara a idade numa boa. "Tenho uma vantagem: toda a minha equipe é formada por jovens, o que traz equilíbrio. Adoro trabalhar com jovens, eles são inteligentes, vivos, ligados no que acontece e nas redes sociais. Vejo-me obrigado a acompanhar o pique deles”, avalia. “Mas tiro alguns momentos do dia para desligar da correria. Acordo às 5h30 e faço ioga, meditação e corrida. Sou budista, o que me ajuda a manter o ego sob controle”, diz. E eles têm mais uma coisa em comum: nem pensam em se aposentar.

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