Festival de Fotografia de Tiradentes se consolida e programa mostras itinerantes

Evento reuniu trabalhos de 100 profissionais em exposições, oficinas e debates

por Walter Sebastião 01/04/2014 06:00

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Eugênio Sávio/Divulgação
Além das galerias, o festival usou espaços alternativos e até mesmo os becos para exposição de trabalhos (foto: Eugênio Sávio/Divulgação )
“Viajar com o material produzido para o Festival de Fotografia de Tiradentes é o caminho que foi aberto com a edição de 2014”, conta Eugênio Sávio, curador do evento, que terminou domingo na cidade do Campo das Vertentes. Pela primeira vez, mostras criadas para o festival – 'Fotógrafos mineiros', com curadoria de João Castilho e Pedro David, e 'Foto de rua' – vão ser apresentadas em Belo Horizonte.

“Temos feito exposições de muita qualidade, expressivas, que podem ser apresentadas em qualquer lugar do Brasil. E não faz sentido deixá-las restritas apenas a Tiradentes e à duração do festival”, acrescenta o criador do encontro.

Este ano, conta Eugênio Sávio, foi mostrado no festival, em exposições ou projeções, o trabalho de 100 fotógrafos. “Podíamos ter ainda mais mostras”, avalia, considerando que restaurantes, hotéis e outros espaços alternativos poderiam também abrigar exposições. “A produção de fotografia no Brasil é grande e há muita gente querendo apresentar o que vem fazendo”, diz o curador.

Merece atenção o lançamento de 16 livros durante o evento. “São ensaios densos, longos, autorais, que revelam que o livro tem sido ferramenta para o fotógrafo se expressar artisticamente”, defende Eugênio Sávio.

“O Festival de Tiradentes tem sido uma grande vitrine para o fotógrafo e para a fotografia brasileira”, afirma o curador, definindo o encontro como uma grande festa. A presença de representantes de galerias, pesquisadores e curadores indica consideração da comunidade fotográfica com o evento. “Vivemos momento de consolidação do festival, que hoje é referência nacional”, afirma.

Integração
Eventos dedicados à fotografia ainda são muito recentes no Brasil. O mais antigos deles, com uma década de existência, é o Paraty em Foco – Festival Internacional de Fotografia, cujo curador, Iatã Cannabrava, esteve em Tiradentes. O que demonstra tendência à organização e parcerias no setor. O cenário indica que é possível avançar e aumentar a programação, mas, pondera Eugênio Sávio, tudo depende de investimentos. “Temos trabalhado com recursos restritos”, explica.

O Festival de Fotografia de Tiradentes surgiu há quatro anos, a partir da constatação de que Minas Gerais tinha produção importante na área, mas não dispunha de um evento dedicado a essa linguagem. O evento é anual, realizado sempre durante a quaresma, e tem perfil de encontro para troca de experiências, com programação de mostras, debates e oficinas. “Pode-se avançar um pouco mais, mas estamos dando um passo de cada vez”, garante o curador. A mostra custou R$ 300 mil.

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