Até abril, 430 grupos se apresentam na 23ª edição do Festival de Teatro de Curitiba

Minas Gerais reduziu a sua presença no evento, com 13 espetáculos - oito montados no interior

por Carolina Braga 26/03/2014 06:00

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Paula Kossatz/divulgação
A peça 'Concreto armado' usa a copa do mundo como pano de fundo para discutir a educação brasileira (foto: Paula Kossatz/divulgação)
Festival de Teatro de Curitiba começa hoje com a proposta de renovar o compromisso de ser a principal vitrine das artes cênicas brasileiras. Até 6 de abril, estão previstas apresentações de 430 companhias de quatro países. O Grupo Galpão será o único representante de Minas Gerais na mostra oficial, com 'Os gigantes da montanha'. Já a paralela Fringe terá 12 espetáculos do estado – ainda assim, esta será a edição com a menor presença mineira dos últimos ano.


“Apesar da imensa concorrência, é a oportunidade de mostrar nosso espetáculo para um público diferente”, diz o ator e diretor Marcelino Xibil Ramos, integrante da Estandarte Cia. de Teatro, de Ouro Preto. A trupe vai encenar 'Causos de brasêro'. “Tenho boas expectativas, porque fizemos público na cidade, depois de algumas oficinas minhas no Sul. Estamos articulando com o pessoal de lá”, informa.


Revelado pelo festival em 2012, o diretor e dramaturgo carioca Diogo Liberano, de 26 anos, estreia hoje sua nova montagem na programação principal. “É a continuação de algo iniciado há dois anos, quando estivemos no Fringe pela primeira vez. A companhia já percorreu outros espaços, amadurecemos o trabalho. Estar em Curitiba é a continuidade de uma parceria, a valorização de um grupo jovem”, comenta.


'Concreto armado', com texto e direção de Liberano, é o quinto trabalho da Cia. Teatro Inominável. Como é característico da dramaturgia do grupo, trata-se de mais uma tragédia carioca – desta vez centrada em problemas relacionados à educação brasileira, sem deixar de lado críticas às obras para a Copa do Mundo. A trama aborda a pesquisa de uma turma de estudantes de arquitetura e urbanismo sobre o Maracanã.


Diogo Liberano deixa claro que sua peça não está vinculada aos protestos de junho do ano passado. “Não é nosso interesse responder às manifestações. 'Concreto armado' só dinamita isso e catalisa para um outro tamanho, uma outra medida, que não deixa de ter olhar artístico. Temos ficcção e também nosso olhar crítico sobre a realidade”, explica o diretor.


Também estreiam nesta quarta-feira '2x matei', com direção de Gilberto Gawronski, que atua ao lado de Guida Vianna, e 'Espelho para cegos', encenação assinada pelo baiano Márcio Meirelles. Os dois espetáculos têm o mesmo autor: Matéi Visniec, dramaturgo romeno radicado na França, conhecido por seu teatro político, distanciado do registro realista.

 

MINAS NO FRINGE

'Algum segredo sobre pássaros' (Barbacena)
'Causos de assombração' (Belo Horizonte)
'Causos de Brasêro' (Ouro Preto)
'Fragmentos da alma' (São João del-Rei)
'Mesmo que seja em segredo' (Sete Lagoas)
'Minha amiga é uma comédia' (Santa Rita do Sapucaí)
'Morte e vida severina' (São Lourenço)
'O pelicano' (Belo Horizonte)
'Palhaço Rosinha em: o sonho do palhaço' (Juiz de Fora)
'Palhaço Rosquinha em: hoje tem alegria' (Juiz de Fora)
'Sobre atos e palavras' (Belo Horizonte)
'Só quero ver na Copa', com Geraldo Magela (Belo Horizonte)

 

NO PARANÁ

 

 430
Espetáculos

19
Estados

4
Países

12
Mostras

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