Regina Duarte celebra 50 anos de carreira e traz a BH a peça 'Bem-vindo, estranho'

Em maio, atriz lança o longa-metragem Gata velha ainda mia, ao lado de Bárbara Paz

por Ana Clara Brant 18/03/2014 06:00

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Alex Carvalho/Divulgação
(foto: Alex Carvalho/Divulgação )
O sobrenome é Duarte, mas bem que poderia ser “das artes”. Ela é a Regina do teatro, do cinema, e sobretudo da televisão. A atriz que virou ícone da dramaturgia e está celebrando 50 anos de carreira apresenta neste fim de semana em Belo Horizonte a peça 'Bem-vindo, estranho', suspense policial britânico escrito pela dramaturga inglesa Angela Clerckin. A montagem, que ainda conta com os atores Mariana Loureiro e Kiko Bertholini no elenco, é o primeiro grande espetáculo vindo do eixo Rio-São Paulo no palco do Cine Theatro Brasil Vallourec.

“A acústica é boa?”, pergunta Regina Duarte. Acostumada com o palco do Palácio das Artes, a artista nascida em Franca, interior de São Paulo, está curiosa e ansiosa em conhecer o mais novo espaço da capital mineira, cidade em que esteve pela última vez no ano passado encenando a produção 'Raimunda, Raimunda'.

O palco sempre foi uma de suas paixões, tanto que começou a dar seus primeiros passos na profissão justamente no tablado. Em 1961, com 14 anos, Regina estreava como atriz amadora em Campinas, no Grupo TEC (Teatro do Estudante da Cidade), com a peça 'O auto da Compadecida', no papel do palhaço. Pouco tempo depois, foi convidada pela TV Excelsior para a primeira de suas novelas: 'A deusa vencida', ao lado de nomes consagrados como Tarcísio Meira, Glória Menezes e Altair Lima. “É por isso que estou celebrando minhas cinco décadas de carreira desde 2011 e vou continuar até 2015. Porque no teatro a estreia foi em 1961, e na televisão em 1965. É uma comemoração eterna”, destaca, dando a gargalhada tão conhecida do público

A exposição 'Espelho da arte – A atriz e seu tempo', com figurinos, objetos e fotos da artista, contou toda a trajetória de Regina Duarte e passou por várias cidades. No momento, por falta de patrocínio, a mostra está parada em Salvador, mas a intérprete de personagens memoráveis como a viúva Porcina, a sucateira Maria do Carmo e Raquel Acioly assegura que a mostra vai voltar a circular. “Ela está guardada, mas quero que volte e, inclusive, que seja apresentada em Belo Horizonte. O curador (Ivan Izzo) está esperando recursos e também está escrevendo a minha biografia”, revela.

Nascida Regina Blois Duarte, em 5 de fevereiro de 1947, desde criança ela se viu envolvida pelas artes. A mãe era professora de piano e o pai, mesmo sendo militar, aspirava ao desejo de ser artista e até organizava saraus. Sem falar que na esquina da casa onde morava, um circo, daqueles bem mambembes, despertava a atenção da menina Regina.

A atriz, que ganhou o título de “Namoradinha do Brasil” depois de seu papel em 'Minha doce namorada', ao lado de Cláudio Marzo, em 1971, participou de grandes obras da teledramatrugia, como as primeiras versões de 'Irmãos Coragem' e de 'Selva de pedra', alem de 'Véu de noiva', 'Nina', 'Carinhoso', 'Vale tudo', 'Roque Santeiro', 'Rainha da sucata' e da minissérie 'Chiquinha Gonzaga'. Mas é claro que um dos papéis mais marcantes foi Helena, a famosa personagem criada por Manoel Carlos, ainda mais que ela teve o privilégio de interpretar três delas, em 'Por amor', 'Páginas da vida' e a primeira, sua preferida, 'História de amor', atualmente em reprise no canal de TV paga Viva. “Essa Helena tinha um frescor, uma humanidade, além de ter muitas facetas e diversidade. Ela era muito doce, mas ao mesmo tempo briguenta. Não tinha medo de se expor”, analisa.

MEMÓRIA Aliás, Regina está em alta no Viva. Além da novela, a emissora está reexibindo o seriado 'Malu mulher', que inaugurou nova etapa na história da televisão brasileira ao discutir com franqueza temas polêmicos como orgasmo, masturbação, aborto, homossexualismo masculino e feminino; e 'Retrato de mulher', cuja proposta era mostrar em cada episódio mensal a história de uma mulher diferente, sempre vivida por Regina. “É bacana ver isso. Desde que o Viva estreou sempre teve alguma produção comigo. Gosto de ver, mas não dá muito tempo”, comenta. Já na TV Globo, onde o último trabalho foi Clô Hayalla em 'O astro', de 2011, a atriz diz que está discutindo algumas propostas, mas por enquanto nada de concreto. “Este ano, meu projeto é, além da peça 'Bem-vindo estranho', ser avó novamente”, brinca se referindo a João Gabriel, seu quinto neto, filho do seu caçula João Gomez com a atriz Regiane Alves.

Mas em maio, Regina Duarte vai aparecer na telona também. Apesar de não ter atuado muito no cinema, ela assegura que é um veículo que sempre admirou. No longa-metragem 'Gata velha ainda mia', com direção de Rafael Primot, a eterna namoradinha faz personagem complemente diferente do que está acostumada a fazer, Gloria Polk, uma escritora decadente, que decide dar uma entrevista a uma jovem jornalista que mora em seu prédio, Carol (Bárbara Paz), para falar de sua volta à literatura depois de um longo jejum. “Fiz pouco cinema na minha carreira, mas gosto muito dessa mídia. E esse filme foi uma experiência muito interessante. 'Gata velha…' vai entrar em um circuito mais cult, alternativo, agora em maio. Espero que o público ache tão bacana assim como eu achei”, conclui.


NA TELINHA
Regina Duarte no Canal Viva

»  'História de amor', de segunda a sábado, às 15h30
»  'Malu mulher', sábado, às 14h30
»  'Retrato de mulher', de segunda a sexta: às 23h10


Bem-vindo, estranho
Sexta, às 21h; sábado, às 20h; e domingo, às 19h, no Cine Theatro Brasil Valourec (Praça 7, s/nº, Centro). Ingressos: plateia 1, R$ 80; plateia 2 (mezanino), R$ 70; plateia 2: R$ 50 (valor promocional limitado a 20% da capacidade da casa). Meia-entrada válida para maiores de 60 anos e para estudantes devidamente identificados. Informações: (31) 3201-5211, e www.teatroemmovimento.com.br e www.cinetheatrobrasil.com.br. Classificação: 14 anos

Assista ao trailer do filme 'Gata velha ainda mia', com Regina Duarte:

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