Intervenção urbana do Programa Vila Viva foi selecionada para o 1º Prêmio de Arquitetura Akzo Nobel

Abertura de exposição de trabalhos de arquitetos de todo país será aberta nesta terça-feira, em São Paulo

por Fernanda Machado 11/03/2014 06:00

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Pedro Meyer/divulgação
(foto: Pedro Meyer/divulgação)
A intervenção urbana do Programa Vila Viva, no Aglomerado da Serra, projeto dos mineiros Fernando Maculan, Mariza Machado Coelho e Rafael Yanni, foi selecionada para o 1º Prêmio de Arquitetura Akzo Nobel. A abertura da exposição de trabalhos de arquitetos de todo o país está marcada para esta terça-feira, no Instituto Tomie Ohtake, em São Paulo. Os vencedores do concurso serão anunciados esta noite.

Os mineiros propuseram a construção de pequenos prédios para abrigar uma associação de costureiras no Beco São Vicente, na Região Centro-Sul da capital. No topo das edificações, três pequenas praças oferecem lazer e esporte. Criado em 2006, o projeto já foi apresentado em exposição no London Festival of Arquitecture, na Inglaterra, e na Bienal de Daijeon, na Coreia do Sul, além de ter sido publicado pela Harvard Design Magazine.

Fernando Maculan diz que as reverências se devem ao fato de a arquitetura ser praticada em uma situação atípica, o contexto de favelas. “Valorizaram os aspectos formais e também o uso da cor criando contraste com o contexto em que a obra está inserida”, conta ele. A participação no Prêmio Akzo Nobel traz visibilidade para o projeto, além de mostrar para a população e o poder público o quanto as intervenções arquitetônicas são relevantes e positivas. “Os jovens e as costureiras realmente se apropriaram do prédio”, comemora.

Conexão De acordo com Maculan, as boas intervenções em aglomerados trabalham com ocupação segura e são pensadas para que as edificações não ganhem usos inapropriados. “Projetos em favelas são importantes sempre que permitem a conexão delas com bairros vizinhos”, defende. “Situações urbanas complexas acabam transformando essas comunidades em ilhas, separadas geográfica e socialmente. É como se a favela não fosse parte da cidade”, observa. As intervenções podem se dar de várias formas, como, por exemplo, caminhos que rompem fronteiras ou espaços que promovem a integração de públicos distintos.

O Prêmio Akzo Nobel é voltado para arquitetos de até 40 anos, mas são aceitos profissionais mais velhos na equipe. “Isso é bom para todos: o jovem aprende com os mestres e os mestres se alimentam da energia de quem está saindo da escola ou chegando ao mercado de trabalho. Além disso, esse critério valoriza uma ideia contemporânea: o projetar coletivo”, conclui. (WS)

PRÊMIO DE ARQUITETURA AKZO NOBEL
Exposição de projetos arquitetônicos. Abertura nesta terça-feira, às 20h. Instituto Tomie Ohtake, Avenida Faria Lima, 201, São Paulo, (11) 2245-1900. De terça-feira a domingo, das 11h às 20h. Até 31 de junho.

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