Atriz e empresária Lala Deheinzelin conversa com o público temas ligados à economia criativa

Setor está em alta e já faz parte da estrutura do Ministério da Cultura no Brasil. Debate acontece nesta quinta, sexta e sábado, no Museu das Minas e do Metal

por Carolina Braga 13/02/2014 00:13

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Otto Coletivo/Divulgação
Lala Deheinzelin chama a atenção para o potencial econômico da arte e da cultura (foto: Otto Coletivo/Divulgação)
O rosto dela é conhecido da televisão. Como atriz, Lala Deheinzelin participou das novelas Ana Raio e Zé Trovão (1992) e Vale tudo (1998),  mas já faz bastante tempo que se destaca no campo empresarial como consultora na área de economia criativa. Hoje, ela é a convidada do projeto Toda quinta e muito MMMmais, no Museu das Minas e do Metal, para bater um papo com a plateia mineira sobre as oportunidades de negócio ligadas a bens imateriais.

Tema recente nas discussões sobre cultura, a economia criativa tem despertado o interesse de artistas e produtores, preocupados com a sustentabilidade de seus ofícios. Isso porque fala diretamente sobre o reconhecimento de valor econômico de recursos intangíveis, como arte, conhecimento e experiência. São consideradas áreas ligadas ao setor a música, o teatro, a moda, o design e as novas tencologias em comunicação, entre outras.

Lala Deheinzelin discutirá a Matriz 4D. Metodologia desenvolvida por ela, síntese de quatro pilares da sustentabilidade: ambiental, social, financeiro e cultural. Para a especialista, economia criativa está ligada ao maior desafio da contemporaneidade e busca responder à questão: como ser sustentável em um modelo baseado em bens materiais, tangíveis e finitos?

“Está muito difícil. É aí que entra a questão estratégica da economia criativa. É uma nova economia, que se constrói a partir de recursos intangíveis. Porque cultura, conhecimento, experiência, atributos de marca e todas essas coisas que são intangíveis são infinitas. E elas não apenas não se consomem, mas se multiplicam com o uso”, explica Lala.

Para ela, um dos grandes desafios da área está ligado a uma mudança de mentalidade. “Nossas lideranças de governo e dentro das empresas ainda estão muito focadas nos modelos do passado, que fizeram sentido a partir dos anos 1970. Ainda não entramos no século 21. Toda questão está focada mais em infraestrutura, que seria a parte hardware da coisa, do que na porção software”, ressalta.

Projeto

Criado como uma forma de ampliar as maneiras de a população se apropriar do Museu das Minas e do Metal, o Toda quinta e muito MMMmais é um projeto com programação gratuita e variada. Dialoga com outras ações da casa, que também têm como meta aproximar o público do espaço. No dia 20, a palestra de Dalberto Adulis, do Instituto Akatu, será sobre sustentabilidade. Ele trabalha pela conscientização para o consumo consciente. Na mesma noite será exibido o documentário Ouvir o rio – uma escultura sonora de Cildo Meireles, seguido de bate-papo com a diretora Marcela Lordy.

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Economia criativa

O autor inglês John Howkins foi um dos primeiros a definir economia criativa no livro The creative economy, em 2001. Segundo ele, a área abrange atividades cujos resultados são frutos de indivíduos exercitando sua imaginação e explorando seu valor econômico. Em 2012, o Ministério da Cultura instituiu a Secretaria da Economia Criativa para formular, implementar e monitorar políticas públicas para o fomento de empreendimentos criativos brasileiros. O objetivo é contribuir para que a cultura se torne um eixo estratégico no desenvolvimento do Brasil.

Lala Deheinzelin
Encontro com a atriz e empresária. Palestra hoje, às 19h30. Oficina, amanhã, das 14h às 18h, e sábado, das 10h ao meio-dia e das 14h às 18h. . Museu das Minas e do Metal, Praça da Liberdade s/nº (prédio rosa), (31) 3516-7200. Entrada franca. Inscrições: oficina@mmm.org.br.

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