'As rosas no jardim de Zula' entra em cartaz no Teatro João Ceschiatti

A peça vai circular por mais quatro cidades: Nova Lima, Contagem, São Paulo e Buenos Aires

por Fernanda Machado 31/01/2014 07:00

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Vagner Antonio/Divulgação
(foto: Vagner Antonio/Divulgação)
Teatro em tom de documentário. Sucesso de público e crítica em 2012 e 2013, o espetáculo 'As rosas no jardim de Zula' trouxe à cena novo grupo de teatro em Belo Horizonte: a Zula Cia. de Teatro. A montagem com direção de Cida Falabella conta a história real de uma mulher que abandona os três filhos e tenta encontrar na rua um sentido para a sua existência. Indicada ao Prêmio Sinparc em duas categorias – melhor texto original e melhor atriz, a peça acaba de ser agraciada com o Prêmio Myriam Muniz. Resultado: poderá circular por cinco cidades: Belo Horizonte, Nova Lima, Contagem, São Paulo e Buenos Aires (Argentina).

A montagem entra em cartaz segunda, terça e quarta-feira, às 20h, no Teatro João Ceschiatti, no Palácio das Artes, na 40ª Campanha de Popularização do Teatro e da Dança. Em fevereiro (dias 15 e 16), o espetáculo circula em Nova Lima, no C.A.S.A. – Centro de Arte Suspensa Armatrux. Em março será a vez de Contagem receber a peça, dias 29 e 30, no Teatro Casa Azul – Fundac Contagem. Também em março a Zula Cia. viaja para Buenos Aires. Faltam sr definidas ainda as datas da apresentação em São Paulo.

Revelada no Festival de Cenas Curtas do Galpão Cine Horto, a cena 'As rosas no jardim de Zula' foi agraciada pelo público tanto no Festival do Galpão como 7ª Mostra Cena Breve de Curitiba, ambos em 2011, sendo a mais votada do dia nos dois festivais. Além disso, recebeu prêmio pelo uso da temática documental no Festival Breves Cenas de Teatro de Manaus, em março de 2012. No mesmo ano, a cena se transformou em espetáculo dirigido por Cida Falabella com dramaturgia assinada em conjunto pelo elenco e a diretora.

CASO VERDADE
'As rosas no jardim de Zula' conta a história real de Rosângela, mãe de uma das atrizes da Zula Cia. Um dia, ela abandonou os três filhos e foi viver na rua durante dois anos. Passou por todo o universo de drogas, prostituição e violências que o espaço pode trazer. O espetáculo mergulha na história dessa mulher e desmistifica de forma poética e respeitosa a figura da mãe, refletindo a condição do feminino e da mulher na sociedade atual.

A montagem parte da concepção da cena curta. Passado e presente se alternam no jogo de espelhamentos que, vez por outra, quebra-se para dar voz também às atrizes. A dramaturgia, construída em conjunto pela equipe, recorta o material bruto colhido em vídeo, e seus fragmentos refletem a busca de uma mulher pela vida e por sua identidade. As projeções de imagens usadas em cena fogem do lugar-comum, buscando anteparos cotidianos presentes no cenário. A trilha, com músicas consideradas bregas, traz o contraponto dramático ao tom narrativo da proposta teatro documentário.

AS ROSAS NO JARDIM DE ZULA
Espetáculo da Zula Cia. de Teatro. Dias 3, 4 e 5 de fevereiro, às 20h. Teatro João Ceschiatti, Avenida Afonso Pena, 1.537, Centro. Ingressos: R$ 8 (postos Sinparc). Ingressos vendidos uma hora antes da peça na bilheteria do Palácio das Artes: R$ 20 (inteira) e R$ 10 (meia).

SAIBA MAIS


ESTÉTICA REAL


A Zula Cia. de Teatro foi criada em julho de 2010, em BH, a partir do desejo das atrizes Talita Braga e Andreia Quaresma de realizarem trabalho autoral. O ponto de partida foi contar a história real de uma mulher. O grupo começou a pesquisar o uso da realidade no teatro, chegando à estética denominada teatro documentário. A partir daí, algumas linhas de atuação foram definidas: criação de dramaturgia original, investigação do uso da realidade no teatro, aprofundamento e sofisticação do uso de material documental em jogo com o material ficcional, pesquisa sobre o uso do épico no teatro. Além das duas integrantes, a companhia tem artistas associados: André Veloso e Cristiano Araújo.

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