Livro conta a história de Bruce Dickinson, vocalista do Iron Maiden

'Bruce Dickinson %u2013 Os altos voos com o Iron Maiden e o voo solo de um dos maiores músicos do heavy metal' narra trajetória do astro da infância aos dias atuais

por Daniel Seabra 15/12/2013 06:00

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RAUL ARBOLEDAAFP
(foto: RAUL ARBOLEDAAFP)
Ele profere palestras ao redor do mundo, é piloto de avião, empresário, historiador, esgrimista, radialista, autor e… vocalista de uma das maiores (senão a maior) bandas de heavy metal do planeta. Em sua biografia, recém-lançada no Brasil, 'Bruce Dickinson – Os altos voos com o Iron Maiden e o voo solo de um dos maiores músicos do heavy metal', o cantor, considerado uma das referências no estilo, joga por terra todo o preconceito arraigado em uma calça jeans, tênis e uma camisa de banda.

O autor, Joe Shooman, ouviu amigos e pessoas ligadas ao vocalista e colocou em pratos limpos uma das mais bem-sucedidas histórias da música mundial. Originalmente lançado em 2007, o livro, que só agora chegou por aqui, foi traduzido por Eliel Vieira e ganhou um capítulo extra na edição brasileira, escrito pelo estudioso sobre a Donzela de Ferro Ricardo Lira. A obra joga luz à vida de Bruce, desde sua infância aos dias atuais. Só com o Maiden, são 24 anos de estrada, com 13 álbuns lançados e apresentações nos mais inusitados locais, além de consistente carreira solo, tendo produzido oito discos (um ao vivo e uma coletânea) e rodado o mundo, com extensa turnê, que alcançou até mesmo Belo Horizonte (1997). Sem contar os inúmeros EPs que saíram sem o conhecimento da banda e os piratas.

Voltando à atribulada vida de Bruce, nascido na pequena Worksop, em Nottinghamshire, Inglaterra, nos arredores da floresta de Sherwood (onde vivia Robin Hood), filho de uma vendedora de loja de calçados e um mecânico do Exército, cresceu sem muitos amigos, mas cercado de música. O primeiro disco que ouviu o foi o single de She loves you, dos Beatles. Depois de pouco tempo, descobre um som que iria mudar sua vida, In rock, álbum clássico do Deep Purple.

Expulso da escola por urinar no jantar do diretor, voltou para a casa dos pais e resolveu se aventurar como cantor. Depois de tentar a sorte por várias bandas, entrou no Samsom, o que alavancou sua carreira. Neste período, nos fim dos anos 1970, o livro entra na efervescência que vivia a cena rock de Londres. Era o início do New Wave of British Heavy Metal (NWBHM), quando grupos como Deep Purple e Black Sabbath foram catapultados para o sucesso mundial. Com Dickinson não foi diferente. Gravou dois discos com a banda Samsom e, em 1981, deixou o grupo e foi para o Iron Maiden, que já tinha dois álbuns.

Quando assumiu o grupo, já era praticamente um showman. A partir daí, o livro disseca todas as fases da Donzela de Ferro, disco a disco, chegando à saída de Bruce da banda, alcançando sua carreira solo e seu triunfal retorno (para a comemoração dos fãs), até os dias atuais. Detalha, inclusive, a apresentação (ridícula, diga-se de passagem) da banda no Ozzfest, com o problema que tiveram com Sharon Osbourne, esposa de Ozzy, em 2005, nos Estados Unidos. Hoje, aos 55 anos, Bruce ainda parece estar no auge da carreira – o que os brasileiros devem comprovar in loco. As primeiras datas de shows em 2014 estão confirmadas, para o fim de maio, na Europa, mas há a possibilidade de novas incursões pela América do Sul.

Bruce Dickinson
Os altos voos com o Iron Maiden e o voo solo de um dos maiores músicos do heavy metal
• De Joe Shooman
• Editora Gutenberg,
• 304  páginas
• R$ 39,90

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