Engenheiro Sérgio Bandeira de Mello lança livro no Projeto Sempre um Papo

Em 'Meu tio mendigo' autor narra história de uma taxista vítima das privatizações

por Carlos Herculano Lopes 02/12/2013 07:20

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Maria Izabel Macedo Lima/Duvulgação
Conhecido autor de policiais, Sérgio Bandeira de Mello narra história de um taxista vítima das privatizações (foto: Maria Izabel Macedo Lima/Duvulgação)
Engenheiro civil, pós-graduado em produção de petróleo, além de especialista em marketing, Sérgio Bandeira de Mello, em 1995, resolveu dar uma guinada na vida e, com a cara e a coragem, trocou a engenharia pela aventura literária. Três anos depois, em 1998, fez sua bem-sucedida estreia como ficcionista e lançou o romance policial 'O rabo do bookmaker', com o qual deu início à saga do comissário Amílcar Mesquita.

 

Reeditado dois anos depois, a eles se seguiram 'Assassinato sem memória Amores Isósceles', 'Um júri suspeito' – que também foi lançado em Portugal –, 'O mistério das ânforas fenícias' e 'As flores do tenentismo', sempre com o mesmo personagem. É autor ainda do romance 'Ouro e estrelas', que chegou às livrarias em 2002, cuja história se passa no Brasil colônia. Recentemente, o escritor voltou a comandar a área de patrocínios da Petrobras.


Nascido no Rio de Janeiro, em 1955, escritor disciplinado, Sérgio Bandeira de Mello está lançando novo romance, 'Meu tio mendigo' (Editora Aeroplano), que autografa hoje em Belo Horizonte. Com a segurança de escritor experimentado, mas já sem a presença do comissário Amílicar Mesquita, ele renova-se literariamente para contar outra história: a de um motorista de táxi chamado Pedro, que resolveu voltar-se contra o governo nos anos 990, durante o período Collor.


Mais de duas décadas depois, o irrequieto Pedro está às voltas com um projeto cultural, por meio do qual, usando de todas as armas disponíveis, tem esperanças de poder reaver o que perdeu ao aderir ao plano de demissão voluntária, inserido no programa de privatizações liderado pelo então presidente Collor. Para atingir o objetivo, Pedro passa a contar com a ajuda de um passageiro do seu táxi, um redator publicitário chamado Serguei Labarovich. Que não esconde suas pretensões literárias.


A história mirabolante que se segue vai envolver o projeto de realização de um documentário, a busca ardilosa por patrocínios, e até o envolvimento de personagens como um tio de Pedro, violeiro que havia se tornado mendigo e se suicidado ao descobrir que a mulher o estava traindo com um padre. Com direito a muitas outras bem amarradas peripécias, que envolvem até mesmo mergulhos no passado.

 

Três perguntas para...

 

Sérgio Bandeira de Mello
Escritor

 

Até onde realidade e ficção se confundem no seu novo romance?
É tudo ficção, mas o ambiente onde desenvolvo a trama é real, excessivamente real. Tanto a parte passada no Rio de Janeiro de 2012 quanto o livro escrito por um dos personagens, tempos que vão de Getúlio a JK.

Depois de tanto tempo tendo o comissário Amílcar Mesquista como protagonista, como foi “abandoná-lo” neste novo romance?
Confesso que foi com muita dor no coração que deixei o meu comissário de lado. Para incluí-lo no enredo, ele teria que contar com 114 anos, ainda o sonho de consumo da geriatria moderna. Mas Amílcar estará de volta na minha próxima obra, Assassinato na Casa de Fados, onde vocês poderão conferir, além da identidade do assassino, parte das forças ocultas que levaram Jânio Quadros a renunciar.

Como você administra seu tempo de escritor em meio aos outros compromissos profissionais?
Infelizmente o escritor tem de se submeter aos horários do gerente. Entretanto, como perco, em média, quatro horas por dia entre a Barra da Tijuca e o Centro (do Rio), posso pensar na história entre uma breve acelerada e outra. Trabalho com palavras-chave que me remetem às cenas que imaginei ao volante. Chegando à minha casa ou à minha sala, leio o meu bloquinho – jamais este BlackBerry que vos fala – e descrevo o que elas me condensaram durante o engarrafamento, novo espaço de criação literária ampliado por Eduardo Paes (prefeito do Rio de Janeiro). 

Meu tio mendigo

Lançamento do livro de Sérgio Bandeira de Mello, dentro do projeto 'Sempre um papo'. Segunda-feira, a partir das 19h

Sala Juvenal Dias do Palácio das Artes - Avenida Afonso Pena, 1.537, Centro. Entrada franca. Informações: (31) 3261-1501

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