Jornalista lança livro de poesias 'Moral das Horas'

por Carlos Herculano Lopes 30/11/2013 00:13

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Manduruvá/divulgação
O jornalista Antônio Siúves autografa Moral das Horas na Biblioteca Pública (foto: Manduruvá/divulgação)

Foram necessários anos de depuração, escrita e reescrita para que o jornalista Antônio Siúves resolvesse, finalmente, lançar Moral das horas, seu primeiro livro de poesia. Como o campo para esse gênero literário não anda lá essas coisas, não foi tarefa fácil: depois de submeter os originais a algumas grandes editoras, que pediram prazo dilatado para publicá-los, a opção por fazê-lo em Belo Horizonte surgiu há alguns meses, a convite do jornalista Roberto Mendonça, dono da Manduruvá Edições Especiais. “Valeu muito a pena. Estou feliz com o resultado final pelo carinho com que o livro foi tratado”, diz o autor.

Nascido em Belo Horizonte, Siúves tem 52 anos e trabalhou em vários jornais da cidade. A leitura dos originais de Moral das horas pelo poeta Tião Nunes, que assina o prefácio, foi outro incentivo e pesou na decisão de lançar o livro. Também reforçaram essa ideia poemas publicados há algum tempo no Suplemento Literário de Minas Gerais, selecionados por Fabrício Marques.

“Depois de todo esse processo, senti-me seguro o suficiente para pôr a cara a tapa, pois, a meu ver, poesia é coisa séria e pede autocrítica muito grande”, diz Siúves. Tanta prudência, aliada ao paciente trabalho de “carpintaria”, valeu a pena. Dividido em oito partes, Moral das horas explora sentimentos comuns ao ser humano, como a dor, a solidão e o amor. Siúves faz também passeios por sua BH natal. Em “A vizinhança numa manhã”, com atento olhar de poeta, ele registra: “Aimorés com Ceará, oito e meia da manhã, cuja onda me guia para trás do balcão; Homem pardo de blusão azul carrega seu exemplar desde a banca e entra na padaria; Na porta do salão, quando Ceará avista Bernardo Guimarães, beldade fuma com um fio de aflição...”. Em outro momento, Siúves saúda Amilcar de Castro, mestre das artes plásticas, para logo adiante falar sobre o luar que desce sobre a cidade.

À poesia mineira, que tem se renovado com a chegada de autores como Ana Martins Marques, Mário Alex Rosa, Mônica de Aquino, Fabrício Marques e Dagmar Braga, entre outros, vem se juntar o nome de Antônio Siúves. Para Tião Nunes, o que diferencia a poesia desse belo-horizontino dos versos de boa parte dos colegas “é que ele parece seguir à risca (talvez sem conhecer) o recado de Eliot: ler, experimentar e viver. Basta folhear ao acaso Moral das horas para saber que se está junto de um poeta que chegou lá pelo caminho do aprendizado, evoluindo ao longo das duas linhas mestras do gráfico imaginário”.

O autor, que mora em Belo Horizonte, mantém o blog de poesia antoniosiuveswordpress.com.

MORAL DAS HORAS

De Antônio Siúves
Manduruvá Edições, 120 páginas, R$ 30
Lançamento neste sábado, das 10h às 12h, na Biblioteca Pública Estadual Luiz de Bessa (Praça da Liberdade, 21, Funcionários). Entrada franca. Informações: contato@manduruvaeditora.com.br.

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