Françoise Forton e Aloísio de Abreu apresentam 'Nós sempre teremos Paris' em BH

Artur Xexéo mostra que a opção pela dramaturgia é para valer

por Ana Clara Brant 29/11/2013 06:50

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Nana Moraes/Divulgação
Os personagens de Aloísio de Abreu e Françoise Forton tentam reviver uma história de amor depois de 20 anos de afastamento (foto: Nana Moraes/Divulgação)

Artur Xexéo sempre foi um dos jornalistas mais atuantes da área de cultura no país. Profundo conhecedor e admirador de cinema, novelas e música, há três anos ele se enveredou por um novo caminho: a dramaturgia. Seja no teatro ou na televisão, o carioca de 61 anos tem conseguido se sobressair nesse meio. Atualmente, tem trabalhos na televisão – o seriado 'Pé na cova' e os episódios inéditos do 'Sai de baixo' – e no teatro – as peças 'Zé Trindade: a última chanchada', 'Um Natal pra nós dois' e 'Nós sempre teremos Paris', que tem única apresentação domingo, em Belo Horizonte.

O espetáculo, sobre encontros e desencontros de um casal, tem como referência a célebre fala do clássico 'Casablanca' e classificado pelo autor como um musical intimista. “É uma peça romântica e um musical de câmara, com canções francesas executadas ao vivo. As músicas têm a ver com o que os personagens estão vivendo e fiz questão de selecionar toda a trilha”, diz Xexéo.

No palco estão Roberto de Brito (violão e baixo), Jovi (percussão), Itamar Assiere (piano e acordeom), além dos atores Françoise Forton e Aloísio de Abreu, que cantam e contam a história. Para a atriz, filha de um parisiense, a montagem tem algo especial. “Cresci ouvindo música francesa e com esse espetáculo acabei retomando um pouco o idioma e matando a saudade da minha infância e dos meus pais. E fora que o francês é uma língua muito bonita e extremamente romântica. Tem tudo a ver com a proposta da peça”, avalia Françoise.

Casada com o produtor de 'Nós sempre teremos Paris', Eduardo Barata, que sugeriu e convidou Artur Xexéo para o espetáculo, Françoise se diz encantada com a reação do público, que sempre fica tocado com o espetáculo. Tanto é que o elenco faz questão de receber as pessoas no camarim após a encenação, justamente para poder compartilhar experiências e receber o retorno do espectador. “Eles riem, choram, se identificam. É muito bonito ver a resposta do público. Acho que uma das funções do teatro é justamente promover essa transformação interna na plateia. O espetáculo é leve, delicado, tem um humor fino. Fala de uma coisa que o mundo está precisando hoje: amor”, filosofa a atriz, que está completando 45 anos de carreira.

E é justamente o espetáculo escrito por Xexéo que abre as comemorações da atriz. Para o ano que vem, Françoise Forton está preparando o musical 'Estúpido cupido', que também é nome de uma de suas novelas de maior sucesso, exibida em 1976, quando foi protagonista na pele da candidata a Miss Brasil Maria Teresa, a Tetê. “Vou pegar aquela personagem e trazê-la para hoje. Mas é outra história, que terá texto do Flávio Marinho (a novela foi escrita por Mário Prata) e a direção do Wolf Maya. Já estamos na fase de captação de recursos”, adianta ela, que também está feliz com sua volta à Globo depois de hiato de 10 anos. “Está sendo um ano maravilhoso. E interpretar a Gigi em 'Amor à vida', meu primeiro trabalho com o Walcyr, é uma delícia. Ela é completamente diferente de mim e vai aprontar bastante ainda. Agora, vai investir no Ignácio (Carlos Machado) e tentar tirá-lo da Valdirene (Tatá Werneck)”, revela a atriz.

O enredo

Com direção de Jacqueline Laurence, 'Nós sempre teremos Paris' é protagonizada por um casal, que são chamados de ele e ela, que teve um encontro inesperado em viagem de turismo a Paris. Eles passam a tarde juntos e percebem que têm vários interesses em comum. Vinte anos depois, sem contato durante esse período, voltam ao mesmo café onde se conheceram, na expectativa de um reencontro e de, enfim, retomar o que poderia ter sido uma história de amor. No período em que estiveram afastados mantiveram uma ligação com aquela tarde por meio de clássicos que formam a trilha sonora de suas vidas.

Entre o palco e o jornalismo
Cristina Granato/Divulgação
Os atores com Artur Xexéo, responsável pelo texto e trilha sonora (foto: Cristina Granato/Divulgação)
Se 2013 está intenso na vida da atriz, para o mais falado dramaturgo do momento, Artur Xexéo, não é diferente. Ele estreou no ramo com a peça 'A garota do biquíni vermelho', em 2010, sobre a atriz e ex-vedete Sônia Mamede. A montagem foi idealizada por Eduardo Barata – o mesmo produtor de 'Nós sempre teremos Paris' – e faz parte do projeto Trilogia do riso, que conta a trajetória pessoal e profissional de grandes personagens das comédias e chanchadas. Xexéo também ficou responsável pelos espetáculos' A vingança do espelho: a história de Zezé Macedo' e, o mais recente, 'Zé Trindade: a última chanchada', sobre o ator, músico, compositor, poeta e comediante. A iniciativa ainda deve resgatar outras figuras, como Ivon Curi e Consuelo Leandro. “Quando comecei a escrever peças, espetáculos e afins, achei que seria uma coisa eventual. Acabei emendando uma coisa na outra e estou adorando. Não fazia ideia de que seria tão bom”, ressalta Xexéo.

O sucesso de 'A garota do biquíni vermelho' chamou a atenção de muita gente, como Miguel Falabella, que acabou convidando Artur Xexéo para escrever o roteiro de Pé na cova e, posteriormente, da nova fase do 'Sai de baixo', que foi exibida no Canal Viva e também na TV Globo. O jornalista revela que tem outros trabalhos em andamento, como a versão brasileira do musical da Broadway Ou tudo ou nada, e que vem tentando se equilibrar entre o jornalismo e a dramaturgia, tarefa nada fácil. “Ainda estou descobrindo como é. Quais as implicações, as vantagens disso. De qualquer maneira, sou diferente. Minha base é o jornalismo. Se continuar fazendo dramaturgia, terei que assumir que faço alguma coisa. Vou continuar com minha coluna, seja para elogiar, criticar ou mesmo rebater as críticas. Não sei ainda (risos). Vamos ver como vai ser”, divaga. E a dificuldade em separar os papéis não deve estar fácil. Recentemente, Xexéo usou o espaço de sua coluna na Revista de Domingo para responder à crítica publicada por Barbara Heliodora ao espetáculo sobre Zé Trindade.

Nós sempre teremos Paris
Domingo, às 19h, no Grande Teatro do Sesc Palladium, Rua Rio de Janeiro, 1.046, Centro. Ingressos: plateia 1: R$ 50 (inteira) e R$ 25 (meia); plateia 2: R$ 40 (inteira) e R$ 20 (meia); plateia 3: R$ 20 (inteira) e R$ 10 (meia)- Venda on-line

Informações: (31) 3279-1500 e (31) 4003-2330

Classificação: 10 anos

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