Tiago Gambobi apresenta o espetáculo 'Trans-Amazônia' no FID

Festival Internacional de Dança tem programação neste fim de semana na Funarte

por Carolina Braga 08/11/2013 06:00

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Guto Muniz/Divulgação
(foto: Guto Muniz/Divulgação)
Para o performer Tiago Gambobi, estar em cena em 'Trans-Amazônia' deve ser como abrir uma caixa de memórias. O espetáculo que tem sua estreia nesta sexta-feira, na programação do Fórum Internacional de Dança (FID), é resultado de uma experiência de imersão. Entre agosto de 2012 e fevereiro de 2013, ele se embrenhou pela rodovia Transamazônica. Passou por 30 localidades de sete estados pesquisando a relação do homem contemporâneo com os recursos naturais.


O que ele viveu foi traduzido em movimento que será demonstrado agora para o público. “Queria fazer algo que tivesse a temática do Brasil”, conta. Tiago voltou ao país em 2011 depois de 15 anos na Inglaterra. Saiu de Minas com a ideia de realizar pelo menos cinco atividades ao longo do percurso, entre oficinas, entrevistas com pessoas que tivessem ligação com a realidade local.

“Comecei feliz na Paraíba, dançando coco de roda e saí triste. Com a detonação do Brasil, da Amazônia, dos valores. Realmente é extração, é retirar”, conta. 'Trans-Amazônia' mistura técnicas e linguagens para dar conta da estrada como metáfora. Por exemplo, impressionado com a verticalidade das coisas por lá, Tiago Gambogi incluiu pole dance no espetáculo. É uma forma de representar as árvores, assim como os postes de luz, telecomunicações que marcam aquela região.

Como será a estreia nacional de 'Trans-Amazônia', depois das sessões o performer receberá convidados para discutir o trabalho. Para a conversa de hoje foram convidados o diretor Luiz Carlos Garrocho e a bailarina e coreógrafa Dudude Herrmann. Amanhã, o debate será com Adriana Banana, curadora do FID, e a atriz e bailarina Mônica Ribeiro.

Crianças A outra estreia do fim de semana do FID é dedicada às crianças. Com pesquisa desenvolvida na Alemanha, a gaúcha Elisabete Finger estreia em Belo Horizonte Buraco. É uma maneira lúdica de refletir sobre o atravessar, sair, entrar, cair, permanecer e olhar. Ou seja, dança feita para as crianças explorarem.

BernoitO encerramento do FID será com Snakeskins, do canadense Benoit Lachambre. Pela terceira fez em Belo Horizonte, desta vez ele usa a metáfora da pele de cobra para falar sobre descamação e resistência às ideias formatadas. Na performance estará acompanhado do dançarino Daniele Albanese e do músico Hahn Rowe.


O que ver
.Funarte MG – Rua Januária, 68, Floresta, Centro, (31) 3213-7112

Sexta
19h30 – Núcleo do Dirceu/ Marcelo Evelin – Teresina (PI)
21h – Tiago Gambogi/f.a.b. – The detonators – BH (MG)

Sábado
16h – Elisabete Finger – Curitiba (PR)/Alemanha
18h – Tiago Gambogi/f.a.b. – The detonators – BH (MG)
19h30 – Núcleo do Dirceu/ Marcelo Evelin – Teresina (PI)

Domingo
16h – Elisabete Finger – Curitiba (PR)/Alemanha
19h30 – Núcleo do Dirceu/ Marcelo Evelin – Teresina (PI)

Espaço Cultural Ambiente, Rua Grão Pará, 185, Santa Efigênia, (31) 3241-2020

De sexta a domingo
20h – Tuca Pinheiro – BH (MG)

Teatro Oi Futuro Klauss Vianna, Avenida Afonso Pena, 4.001, Mangabeiras, (31) 3229-3131

Sábado e domingo
21h – Benoit Lachambre/ Par B.L.eux – Canadá

Ingressos: R$ 4 (inteira) e R$ 2 (meia). Informações: www.fid.com.br.

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