Comédia musical 'New York, New York' revive o sucesso dos grandes grupos nos anos 1940

Espetáculo entra em cartaz neste fim de semana no Palácio das Artes

por Sérgio Rodrigo Reis 11/10/2013 06:00

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Marcos Mesquita/Divulgação
(foto: Marcos Mesquita/Divulgação)
A era é a das big bands, em Nova York, Estados Unidos, que marcou época na história da música mundial. Para além dos sonhos que se perderam no passado, das lembranças, encontros e desencontros memoráveis, aqueles tempos deixaram saudade e também inspiraram criadores a escrever livros, canções e espetáculos. 'New York, New York' é fruto desse esforço. O livro, de Earl Mac Rauch, deu origem a filme dirigido por Martin Scorsese com Liza Minnelli e Robert De Niro como protagonistas. E também ao musical que será apresentada no Palácio das Artes em curta temporada, em versão nacional, com grande elenco liderado pelos atores Alessandra Maestrini e Juan Alba.

Indicado a seis categorias no Prêmio Bibi Ferreira e vencedor da categoria melhor coreografia, o musical dirigido por José Possi Neto chega à cidade também com o aval do público: foram mais de 85 mil pessoas nas duas temporadas em São Paulo. São vários os trunfos da obra. A começar pelo elenco de 26 atores/cantores, que dividem a cena com 14 músicos e o maestro da Big Band, interpretando ao vivo canções como 'South american way', de Jimmy McHugh (1939); 'My way', de Claude François e Jacques Revaux (1967); 'Chattanooga choo choo', de Harry Warren (1941); 'So in love', de Cole Porter (1948); e 'New York, New York', de John Kander (1977).

José Possi Neto, nesta versão para o teatro, apostou no sapateado ao contratar Christianne Matallo para o elenco, considerada uma das mais importantes sapateadoras do Brasil, a única que sapateia e toca saxofone ao mesmo tempo. Outro ponto forte são os recursos cênicos. Só de troca de figurinos, inspirada na elegância da moda nova-iorquina dos anos 1940, são cerca de 200. Há ainda 30 mudanças de cenário numa dinâmica que mobiliza em torno de 80 pessoas. Criados por J.C. Serroni, os cenários utilizam recursos de computação para remeter a plateia à Nova York daqueles tempos. O espetáculo aposta ainda na execução ao vivo das canções. Para tanto, conta com direção musical do maestro Fábio Gomes de Oliveira e a direção vocal de Marconi Araújo. A regência da Big Band é do maestro Eduardo Pereira.

“O espetáculo é, na realidade, uma comédia musical”, conta o ator Juan Alba, que na montagem vive um músico bipolar, talentoso, porém incapaz de gerenciar a própria carreira pela sua instabilidade emocional. “Depois de voltar da guerra, encontrou as big bands decadentes e foi assim que passou a se sentir. Ele é um cara meio cismado que acaba levando um não de uma moça.” A complexidade do personagem instiga o ator. “É deslumbrante porque ele é cheio de altos e baixos”, conclui.

New York, New York

Apresentação do musical sexta e sábado, às 21h; domingo, às 19h, no Grande Teatro do Palácio das Artes, Avenida Afonso Pena, 1.537, Centro. Duração: 130 min, com intervalo. Classificação: livre. Ingressos (inteira): plateia 1 – R$ 120; plateia 2 – R$ 100 e balcão – R$ 60. Informações: (31) 3236-7400 e www.newyorknewyork.com.br.

O musical

'New York, New York' é baseado no livro de Earl Mac Rauch (de 1977) sobre a era das big bands, que viveram seu apogeu entre 1939 e 1945 e viveram, então, fase de decadência. A situação ocorreu em grande parte devido aos altos custos de manutenção do tipo de formação musical. A solução foi criar grupos menores. Além disso, outro fenômeno começou a surgir nos cenários norte-americano e mundial da época: o rock and roll.

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