Novo Cine Theatro Brasil abriga dois teatros, espaço para exposições e café

Abertura na quarta-feira terá participação de Milton Nascimento e Ana Botafogo

por Ailton Magioli 06/10/2013 00:13

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Leandro Couri/EM/D.A Press
Painel de Portinari foi montado no Grande Teatro (foto: Leandro Couri/EM/D.A Press)

"É uma viagem no tempo", constata Ataídes Braga, que voltou recentemente ao Cine Theatro Brasil, que ele conheceu na década de 1f970, já restaurado. Autor do livro O fim das coisas – As salas de cinema de Belo Horizonte, o pesquisador lembra que, além de ter sido o primeiro cinema popular da região central da capital, o Brasil se manteve fiel ao segmento da inauguração, em 1932, à década de 1970, quando chegou a ser a terceira maior bilheteria do Brasil.

"O Cine Theatro Brasil fez o diferencial", admite, ressaltando a importância de a integridade física da sala ter sido mantida com a reforma, ao contrário do Cine Palladium, transformado em teatro. "É importante resgatar a estrutura afetiva da época", comemora Ataídes, admitindo que, mesmo diante de uma cidade caótica e tão rápida como a de hoje, o Cine Theatro Brasil tem tudo para ser um espaço de portas abertas para a população. Quanto à nova programação, ele espera que, mesmo sendo totalmente dedicada ao cinema, atenda ao segmento, realizando inclusive festivais.

No quarto andar do Cine Theatro Brasil-Vallourec vai funcionar a área administrativa do novo centro cultural da capital. Lá também está o maior camarim do espaço, segundo a gestora Sandra Campos. Já o terceiro andar (foyer superior), com bomboniére, dá acesso aos 600 lugares da plateia superior do Grande Teatro, com direito às cadeiras originais nas últimas fileiras. Ali haverá espaço educativo para a realização de oficinas e eventos do gênero.

O palco italiano, com 12 metros de boca de cena e 15 metros de profundidade, pode não ser o maior da capital, mas o pé-direito de mais de 20 metros é. Daí o privilégio de o espaço ser o único em Belo Horizonte em condições de receber os paineis Guerra e paz, de Candido Portinari.

Da plateia do Grande Teatro, os visitantes da exposição terão a Guerra à esquerda, enquanto a Paz ficará à direita. No terceiro andar do edifício há ainda os camarotes (frisas), com 12 lugares em cada lateral, que se repetem na plateia inferior do segundo andar, onde estão os 400 lugares da plateia inferior do Grande Teatro, além de pequenas varandas com vistas para a Rua Carijós e Avenida Amazonas, que deverão ser utilizadas para eventos culturais. "Desde vesperatas a apresentações de corais", diz a gestora Sandra Campos.

Um dos espaços mais charmosos, o Café Cine Brasil, com serviço terceirizado, já funcionando, com entrada independente pelo calçadão da Rua Carijós. Como capacidade para 95 pessoas sentadas e de 100 a 120 em pé, o local oferece almoço e jantar à la carte, com uma linha de pratos executivos exclusiva, além de cartas de vinhos e de cafés. A comida mineira apresentada de maneira clássica é a grande atração do Café Cine Brasil, onde o público ainda pode encontrar novidades como o pão de queijo recheado com torresmo e raspa de rapadura.

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