Francisco Cuoco e Ângelo Paes Leme discutem relação de dois atores em 'Uma noite no teatro'

Espetáculo tem apresentações nesta sexta-feira e sábado, no Teatro Sesiminas

por Sérgio Rodrigo Reis 20/09/2013 10:27

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João Caldas/Divulgação
No palco, Cuoco e Paes Leme expõem os conflitos e as afinidades dos personagens Robert e John (foto: João Caldas/Divulgação)
Dois atores, um veterano e outro bem mais novo, em algum momento se cruzam num trabalho no teatro, e daí surge mais que arte. Do encontro de gerações brotam situações repletas de inseguranças, carências, sucessos e fracassos que, com sabedoria, não poderiam acabar de outro jeito a não ser com a graça e comédia de ver a vida de um jeito mais ameno. O espetáculo Uma noite no teatro, em cartaz hoje e amanhã, às 21h, no Teatro Sesiminas, parte desses conflitos para provocar risos na plateia.


Com direção de Alexandre Reinecke, a montagem do texto de David Mamet se passa no ambiente cênico, nas salas de ensaio, coxias, camarins e no palco. Robert (Francisco Cuoco) é ator, tem 70 anos e larga experiência. É cheio de manias, trejeitos, opiniões e inseguranças. Gosta de falar sobre as atuações antigas, dar dicas aos jovens e está sempre pronto para discutir cenas. Mas é solitário. Já o jovem John (Ângelo Paes Leme) é um promissor profissional das artes cênicas e, graças à generosidade, se transforma em uma espécie de confidente de Robert.

A principal motivação para levar a história para os palcos partiu do próprio Francisco Cuoco. Apresentado ao texto pelo diretor Alexandre Reineck, após a primeira leitura ele se entusiasmou com aspectos bem peculiares, como a metalinguagem. Também lhe impressionou a representação da vida em forma de palavras. “E ainda o desenho interior do Robert, sua solidão e seu amor incondicional ao palco, ao teatro e a solenidade do personagem”, explica.

Uma Noite no Teatro
Sexta-feira e sábado, às 21h
Teatro Sesiminas (Rua Padre Marinho, 60, Santa Efigênia)
Ingressos a R$ 80
Informações: (31) 3241-7181

Três perguntas para...

Francisco Cuoco - ator


Você escolheu, de maneira bem humorada, tratar no espetáculo de temas delicados como a velhice e o encontro de gerações. É assim que enxerga a passagem do tempo?
Sim. O texto e o diretor me deram essa liberdade. A obra, tendo essa leitura, leva ao espectador uma forma muito mais suave de viver as questões da vida, do cotidiano e da passagem do tempo, que pode ser visto, por que não, de uma maneira leve, contemplativa e gostosa. É bom usar sabedoria e experiência para servir a você mesmo e ao próximo. Tendo saúde e buscando a alegria, tudo fica prazerosamente leve. É inteligente saber viver.

O que você tem em comum com o personagem Robert?
Em comum, o afeto ao teatro. Ver o encontro das gerações com satisfação, pois a vida é assim. Nesta profissão, os atores têm papéis a vida toda. A idade não exclui. E o autor escreveu um lindo e verdadeiro personagem.

Qual a importância do teatro? É onde consegue desenvolver projetos pessoais?
Teatro é o berço do ator. É a verdadeira formação e onde o ator pode e deve crescer como pessoa e artista. Sim, no teatro você desenvolve seus projetos mais simples ou mais complicados, mas é onde você encontra a possibilidade e a razão maior para voar plenamente. Teatro é também liberdade.

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