Fotógrafo André Sena dedica exposição 'Riscando o céu' a raios e relâmpagos

Há sete anos, o engenheiro eletrônico literalmente persegue tempestades, fenômeno da natureza que sempre fascinou o homem

por Sérgio Rodrigo Reis 10/09/2013 07:46

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 André Sena/Divulgação
(foto: André Sena/Divulgação)
Descargas atmosféricas, raios e relâmpagos sempre foram associados a poderes superiores ou a forças destruidoras. O engenheiro e fotógrafo André Sena não se limitou ao senso comum: percebeu rara beleza na estética particular desses fenômenos naturais. Daí surgiu a proposta de buscar registros de instantes luminosos e fugazes. A exposição 'Riscando o céu', em cartaz em Belo Horizonte, traz uma síntese das imagens realizadas pelo artista.


Com 11 fotos, a mostra tem várias intenções. Além de chamar a atenção para os fenômenos naturais, ela ressalta a necessidade de proteger o planeta. Outro objetivo do fotógrafo é despertar o público para as várias formas como a humanidade interpreta – e teme – as forças da natureza.

O imaginário da Grécia Antiga é um exemplo. Quando Zeus entrou em guerra contra Kronus e os Titãs, libertou os irmãos junto dos cíclopes. Em gratidão, eles deram a Zeus o raio como arma. Assim ele poderia derrotar Kronus e comandar o Olimpo.

A interpretação da cultura nórdica é diferente. Thor é o deus do trovão e a trovoada se deve à sua carruagem enquanto cruza os céus. O relâmpago, por sua vez, tem origem no martelo mjölnir.

Técnicas

André Sena é fascinado pelas descargas elétricas desde 2006, quando começou a fotografar. Ao longo dos anos, ele desenvolveu técnicas para captar melhor as imagens.

“Corro atrás das tempestades. Pelo fato de ser engenheiro eletrônico, sei os cuidados que devo ter. Quando começa uma chuva, sigo-a pela cidade”, conta.

Utilizando técnicas de longa exposição, André chega a registrar cerca de 600 imagens para escolher apenas uma. O segredo é um só: “Paciência e persistência”, conclui.

Sai de baixo

 

Minas Gerais é a prova de que o temor da humanidade tem fundamento. Trata-se de um dos estados que registram a maior ocorrência de raios no Brasil. Isso se deve à sua área geográfica, a quarta maior do país, com cerca de 586 mil quilômetros quadrados.

Este ano, cerca de 30% das mortes causadas pelas chuvas em Minas foram provocadas por raios. O número deles aumentou em nada menos de 185% em relação ao período anterior. Na temporada 2011/2012, registraram-se 307.871 descargas, contra 879.411 em 2013, informou o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe).

Minas lidera a ocorrência do fenômeno nas regiões Sudeste, Sul e Nordeste. Fica em sexto lugar no país, com a média de 3,3 milhões de descargas atmosféricas por ano, de acordo com dados do Inpe referentes ao período de 2000 a 2009. Os estados mais afetados são Amazonas (11 milhões), Pará (7,3 milhões), Mato Grosso (6,8 milhões), Rio Grande do Sul (5,1 milhões) e Mato Grosso do Sul (4,2 milhões).


RISCANDO O CÉU
Fotografias de André Sena
Abertura nesta terça-feira, às 19h
Local: Galeria de Arte Paulo Campos Guimarães, Biblioteca Pública Estadual Endereço: Praça da Liberdade, 21, Funcionários
De segunda a sexta-feira, das 8h às 20h; sábado, das 8h às 12h. Até dia 27.

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