Alfredo Nobel apresenta mostra 'Eu e outras poesias' em Ouro Preto

Escultor mineiro expõe formas poéticas inspiradas por temas existenciais

por Walter Sebastião 12/08/2013 12:02

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Estandelau/Divulgação
(foto: Estandelau/Divulgação)
O escultor mineiro Alfredo Nobel, de 52 anos, soma quase três décadas de atividades. Seu interessante trabalho tem presença discreta no circuito de artes de Belo Horizonte, embora constantemente seja selecionado para exposições. Até dia 31, o artista apresenta a mostra Eu e outras poesias na Galeria da Fundação de Arte de Ouro Preto (Faop).

O público poderá conferir 18 obras em cimento e argila, cujas formas orgânicas evocam conchas, crânios e plantas calcinadas, destruídas – em transformação.

“Dou forma poética a temas existenciais difíceis, como a fragilidade da vida”, comenta Alfredo Nobel. As esculturas expressam momentos experimentados por ele, como problemas familiares e até a desilusão com instituições de arte.

O escultor decidiu se recolher ao ateliê para trabalhar. Nesse processo, viu-se às voltas com poemas de Augusto dos Anjos (1884 – 1914), autor de versos de tonalidade niilista. “Lendo Augusto dos Anjos, descobri que ele não fala da morte e de perdas. Ali há o princípio de esperança. Isso está meio oculto, ligado a acreditar em algo além da matéria, o que vale não só para nós, mas para as estrelas e o cosmos”, defende.

“Sou fiel à escultura e ao sofrimento humano”, resume o artista. Em sua obra é recorrente a construção, valendo-se do diálogo de materiais diferentes. Uma das referências para esse trabalho é o desenho, “só que desenhando melhor com cimento, argila e aço”, diz o autor. “Com matérias assim, expresso melhor o que sinto e penso”, conclui Alfredo Nobel.

EU E OUTRAS POESIAS
Trabalhos de Alfredo Nobel. Galeria de Arte da Faop, Rua Alvarenga, 794, Bairro Cabeças, Ouro Preto. De segunda a sexta-feira, das 12h às 18h. Até dia 31.

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