Clássico 'Toda nudez será castigada' ganha nova dimensão em montagem da Cia. Arlecchino

Dirigido por Kalluh Araújo, espetáculo estreia nesta quinta-feira no Teatro Bradesco

por Ailton Magioli 25/07/2013 06:00

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Alexandre C. Mota/Divulgação
(foto: Alexandre C. Mota/Divulgação)
Se os atores dançavam em praticamente todas as cenas de 'Mulher sem pecado', com a qual o diretor Kalluh Araújo inaugurou a trilogia rodriguiana que planeja montar com a Cia. Arlecchino, em 'Toda nudez será castigada', o segundo espetáculo, quem dança é o cenário. A estreia será nesta quinta-feira, em Belo Horizonte.


“São vários ambientes constituídos de módulos giratórios feitos de grandes totens de ferro. Cada vez que abre um ambiente distinto para a cena, o segundo e às vezes o terceiro estão sendo preparados para as próximas cenas”, explica Kalluh.

O diretor chega à sua quarta montagem de Nelson Rodrigues (fez 'A serpente' e 'Perdoa-me por me traíres' com outras companhias) já de olho na peça com a qual pretende fechar a trilogia com a Arlecchino. “Penso em 'Senhora dos afogados', 'Boca de ouro' ou 'Bonitinha mas ordinária'”, antecipa. 'Toda nudez...' significa para ele uma espécie de “divina comédia humana”. Em cena está a história do viúvo apaixonado por uma prostituta, que acaba envolvida com o filho dele.

Para Kalluh, não se trata de um texto maniqueísta do dramaturgo carioca. “Nunca ninguém é tão bonzinho ou mau. Há sempre os dois lados”, garante, afirmando que o argumento funciona muito bem, com “uma surpresinha” pela qual o público não espera. “Trata-se de um espetáculo clássico, com começo, meio e fim. De uma história com entendimento claro”.

De acordo com o diretor, nessa montagem os intérpretes nunca são naturalistas, mas realistas. “Nelson coloca uma pitada do teatrão na trama, com direito a duelo de atores em cena”, lembra. O cenário, explica, remete a “uma vida de ferro, pesada e enferrujada”. A luz tem papel fundamental. “Diante de algo tão árido, ela vem com alta carga poética”, antecipa o diretor.

Os figurinos são basicamente pretos, devido ao luto do protagonista. “Em contraponto, o universo da prostituição é todo colorido, com muita calcinha em cena”, revela Kalluh Araújo, advertindo que há nu frontal em cena. Distante da verborragia característica do teatro rodriguiano, esse texto é mais sutil. “Há muita dinâmica, com o uso de frases curtas e respostas rápidas”, conclui o diretor.

TODA NUDEZ SERÁ CASTIGADA

 Teatro Bradesco, Rua da Bahia, 2.244, Lourdes. De quinta a sábado, às 21h; domingo, 19h. R$ 50 (inteira) e R$ 25 (meia). Informações: (31) 3516-1360 e www.todanudezseracastigada.com.br.

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