Ballet de Londrina apresenta coreografias pioneiras no Teatro Sesiminas

Corpo de dança paranaense leva 'Petrouchka' e 'A sagração da primavera' ao palco belo-horizontino

por Walter Sebastião 19/07/2013 00:13

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Valeria Felix/Divulgação
(foto: Valeria Felix/Divulgação)
Dois monumentos da música e da dança modernas – 'Petrouchka' e 'A sagração da primavera' – ganharam versões do Ballet de Londrina, que chegam a BH nesta sexta-feira, 19. O coreógrafo Leonardo Ramos explica que a primeira peça explora sentimentos humanos por meio do triângulo amoroso entre bonecos. Para narrar o ritual de morte de uma jovem, a outra trabalha a horizontalidade, corpos presos ao chão e “algo quase animal e agressivo”, de acordo com Ramos. “Continuamos primitivos e capazes de atos cruéis como o desse enredo”, observa ele. A música foi composta pelo russo Igor Stravinsky (1882 –1971).


'A sagração da primavera' é uma lenda. Há 100 anos, estreou com a coreografia e a performance de Vaslav Nijinsky (1890 –1971), vaiadas estrondosamente. Essa ousada experimentação fazia apologia ao selvagem e à estética primitivista – armas dos modernos para esculachar a arte acadêmica. Há quem considere Sagração a mais ousada das três criações do bailarino russo.

Ícone da vanguarda do início do século 20, essa peça vem ganhando sucessivas versões, entre elas a assinada pela alemã Pina Bausch (1940 – 2009), uma das inventoras da dança (e da arte) contemporânea. "Dá medo lidar com o que tem uma história assim. Quando decidi montá-la, fiz questão de não ver nada, de não assistir a nenhuma das versões e de buscar outra singularidade”, conta Ramos.

Horta

Para o coreógrafo, um aspecto merece todas as referências: a música de Igor Stravinsky. Trata-se de trilha não apenas bela, mas complexa e desafiadora, que cobra memória auditiva do elenco, pois não é algo convencional. “Essa música é como se fosse aquela horta em lugar seco. Ela te obriga a levar água na peneira todos os dias”, compara Ramos.

O legado desses artistas está na liberdade de fazer o que se quer, sem preocupação com normas ou padrões. “A essa perspectiva se somaram outros criadores desde o início do século 20, criando a possibilidade de uma dança pessoal diversificada, na qual o bailarino é uma personalidade e não apenas ‘tinta’ para desenhos do coreógrafo”, explica Leonardo Ramos.

'PETROUCHKA' E 'A SAGRAÇÃO DA PRIMAVERA'
Com Ballet de Londrina. Sexta-feira, 19 de julho, às 20h30. Teatro Sesiminas, Rua Padre Marinho, 60, Santa Efigênia,
(31) 3241-7181. Ingressos: R$ 20 (inteira) e R$ 10 (meia-entrada).

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