Decisão final sobre o Plano Municipal de Cultura de Belo Horizonte é adiada para agosto

Ampliação do prazo aconteceu para que mais pessoas possam analisar a proposta, que será enviada para a Câmara Municipal

por Carolina Braga 08/07/2013 06:00

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Beto Novaes/EM/D.A Press
Plenária contou com a participação de Leônidas Oliveira, presidente da Fundação Municipal de Cultura (foto: Beto Novaes/EM/D.A Press)
Foi adiada para agosto a decisão final sobre o Plano Municipal de Cultura de Belo Horizonte. Pré-requisito para a implementação do sistema voltado para a área na capital, o documento seria apreciado pelos trabalhadores do setor durante a conferência realizada no fim de semana. Depois dos debates, a plenária decidiu ampliar o prazo para que mais pessoas tenham a possibilidade de analisar a proposta, que será enviada para a Câmara Municipal.

“A conferência apontou um processo que precisa ser fortalecido: a ampliação dos espaços de diálogo. Muito sabiamente, essa decisão foi tomada no plenário. A capital ganha mais tempo para debater o plano sem desconsiderar as discussões anteriores, que envolveram o Conselho Municipal de Cultura, a sociedade civil e a Fundação Municipal de Cultura (FMC)”, avalia Luiz Henrique Oliveira, chefe do Departamento de Planejamento e Coordenação da FMC.

O plano tem a finalidade de planejar e implementar ações de longo prazo no setor cultural em BH. “Sentimos que a discussão carece de mais tempo. Não basta fazer um bom plano, é necessário a cidade se identificar com ele”, afirma o produtor Guilardo Veloso. Para ele, o modelo proposto pela FMC traz tanto avanços quanto pontos que precisam ser mais esclarecidos. Entre eles, Guilardo cita a recriação da Secretaria Municipal de Cultura.
“Há o compromisso da prefeitura em relação a isso, mas ainda não sabemos como vai ser. A secretaria vai existir e a fundação será mantida como braço executivo? Ou seja, é necessário uma discussão mais apurada. A decisão de adiar foi muito correta e madura”, avalia Guilardo.

Limites Sábado, a fala do presidente da FMC, Leônidas José de Oliveira, foi marcada pela lucidez. Ao apresentar os resultados dos sete primeiros meses de sua gestão à frente do órgão, ele reconheceu limites burocráticos adotados pela administração central. “Vai-se chegando a um ápice de restrição e a cultura fica tolida. Isso tem de ser objeto de debate”, defendeu Leônidas.

De acordo com o presidente da FMC, o órgão desenvolve 11 programas dedicados, por exemplo, à valorização da cultura popular, à restauração do patrimônio, à modernização da gestão cultural e a editais públicos.

Leônidas Oliveira defendeu veementemente a discussão da cultura como fator de desenvolvimento humano sustentável: “O processo é dinâmico, permeia todas as áreas”. A previsão é de que em cerca de 10 dias o plano de cultura esteja disponível para consulta na internet. A data da conferência extraordinária ainda será definida. O prazo máximo é 30 de agosto.

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