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Cerâmica de Bordallo Pinheiro inspira peças criadas por nomes de destaque no país

Tradição portuguesa é retomada por Vik Muniz, Regina Silveira, Tunga e Efrain de Almeida, entre outros

por Sérgio Rodrigo Reis 02/07/2013 06:00

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Bordallo Pinheiro/ Divulgação
'O colador de cacos', de Vik Muniz (foto: Bordallo Pinheiro/ Divulgação)
Há dois anos, a Faianças Bordallo Pinheiro, tradicional fábrica de Portugal, lançou uma coleção de cerâmicas criadas por artistas plásticos portugueses contemporâneos. A experiência deu tão certo que, recentemente, o mesmo convite foi feito a nomes das artes visuais brasileiras. O resultado poderá ser conferido a partir de amanhã no Museu de Artes e Ofícios (MAO), em Belo Horizonte.


A exposição 'Universo Bordallo Pinheiro – 20 bordallianos do Brasil' reúne peças de Vik Muniz, Tunga, Regina Silveira, Maria Lynch, Isabela Capeto, Adriana Barreto, Barrão, Caetano de Almeida, Efrain de Almeida, Estela Sokol, Erika Versutti, Fábio Carvalho, Frida Baranek, Laerte Ramos, Marcos Chaves, Martha Medeiros, Saint Clair Cemin, Sérgio Romagnolo, Tiago Carneiro da Cunha e Tonico Auad. A maioria dos brasileiros experimentou a técnica da cerâmica pela primeira vez.

A proposta do projeto é estimular a releitura brasileira do legado artístico de Rafael Bordallo Pinheiro, fundador da fábrica de faianças das Caldas da Rainha, que funcionava na Região Central de Portugal. Vinte peças serão exibidas na mostra itinerante, que ficará em cartaz também no Rio de Janeiro e em São Paulo.

Bordallo Pinheiro/ Divulgação
'Sermão dos peixes', de Tonico Auad (foto: Bordallo Pinheiro/ Divulgação)
Cada convidado morou durante 20 dias na fábrica em Caldas da Rainha. Lá, os artistas puderam se familiarizar com as técnicas de fabricação antes de realizar as próprias propostas estéticas. O diálogo luso-brasileiro entusiasmou os participantes do projeto. Em novembro de 2011, o carioca Fábio Carvalho passou 10 dias na indústria. Como sua própria obra lida com apropriações, ele resolveu usar elementos de peças tradicionais para criar o vaso estilizado batizado como 'Floreiro archeiro'.

A experiência foi tão marcante que Fábio Carvalho voltou a Portugal, desta vez para pesquisar bordados. “Os labores femininos têm a ver com a minha pesquisa”, explica.


UNIVERSO BORDALLO PINHEIRO – 20 BORDALLIANOS DO BRASIL

Abertura nesta quarta-feira, às 19h, no Museu de Artes e Ofícios, Praça Rui Barbosa, Centro, (31) 3248-8600. O espaço funciona às terças e sextas-feiras, das 12h às 19h; quarta e quinta-feira, das 12h às 21h; sábado, domingo e feriado, das 11h às 17h. Até dia 30.

SAIBA MAIS

FAIANÇA LUSITANA

Em 1884, a Fábrica de Faianças das Caldas da Rainha foi fundada por Rafael Bordallo Pinheiro, na Região Central de Portugal. Ele tinha dois objetivos: revitalizar a arte tradicional da cerâmica e estabelecer o diálogo com a linguagem moderna. Surgiram peças que apostavam no humor, na consciência social e na transgressão. Ainda terça-feira a fábrica mantém esse espírito. Entre as obras de Bordallo Pinheiro está a imponente 'Jarra de Bethoven', com 2,6m de altura. Em 1889, ela foi oferecida ao marechal Deodoro da Fonseca, presidente do Brasil, e está exposta no Museu Nacional de Belas-Artes, no Rio de Janeiro.

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