Estreia de espetáculo do Grupo Galpão emociona milhares na Praça do Papa

'Os gigantes da montanha' será encenado no local até domingo

por Ana Clara Brant 31/05/2013 07:14

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Beto Magalhães/EM/D.A/Press
Público chegou cedo, não desgrudou os olhos do palco e aplaudiu a peça Os gigantes da montanha, que teve convidados ilustres (foto: Beto Magalhães/EM/D.A/Press)
Não foi uma noite estrelada como a atriz Inês Peixoto pediu. Mas pelo menos a chuva deu uma trégua e nem o frio de 17 graus espantou as mais de 5 mil pessoas que compareceram ontem na Praça do Papa, no Bairro Mangabeiras, Região Centro-Sul de Belo Horizonte, para a estreia do espetáculo do Grupo Galpão Os gigantes da montanha. Nome mais do que apropriado para uma peça encenada sob os pés da Serra do Curral. O cenário e os figurinos primorosos encantaram o público. Gente como o ator José Maria Mendes, de 75 anos, que comemorou seu aniversário ontem em grande estilo. “Teatro de rua é democrático e é um privilégio assistir a uma produção dessas de graça e num local como este. É uma noite especial para o teatro brasileiro”, comentou.

O fotógrafo paulista Adalberto Lima, de 50 anos, que acompanha a trajetória do Galpão desde a primeira encenação de Romeu e Julieta, em 1992, fez questão de vir de São Paulo para conferir mais uma montagem da companhia mineira. “Tenho documentados vários grupos de artes cênicas e o Galpão é o que mais me fascina. Não podia perder esta peça, ainda mais com o retorno do diretor Gabriel Villela, depois de um intervalo de 19 anos. E assistir aqui nesta praça, que é um dos símbolos de Belo Horizonte, é ainda mais significativo”, ressaltou.


O casal de atores Alexandre Cioletti, de 35, e Luísa Rosa, de 28, é assíduo nos espetáculos do Grupo Galpão. Chegou por volta das 17h da tarde e fez um verdadeiro piquenique com as filhas, Ana, de 5, e Cecília, de 4. As meninas não desgrudaram os olhos do palco. “Ano passado, a Cecília gostou tanto do Romeu e Julieta, também encenado aqui na Praça do Papa, que passou um bom tempo pedindo para ser chamada de Julieta”, lembra Luísa, que destacou a parte musical como um dos pontos altos do espetáculo. Já o marido, Alexandre, afirmou que o grupo é como o vinho e que a cada ano fica melhor. “É um programa ótimo para qualquer pessoa. E acho muito bacana essa coisa de ocupar o espaço público, de ser ao ar livre. Tudo se torna mais mágico”, declarou.

Beto Magalhães/EM/D.A/Press
O ator Paulo José prestigiou o espetáculo na capital (foto: Beto Magalhães/EM/D.A/Press)
A plateia também contou com convidados ilustres como o ator Paulo José, que veio a BH só para conferir a estreia de Os gigantes da montanha. Após o espetáculo, ele foi chamado ao palco para ser homenageado e ficou emocionado. A atriz Teuda Bara disse que era um motivo de orgulho ter Paulo entre os espectadores e que ele sempre traz sorte ao grupo. “O Galpão é que me dá sorte. É um grande prazer estar aqui”, devolveu o ator.

HISTÓRIA A fábula Os gigantes da montanha foi escrita em 1936 pelo italiano Luigi Pirandello e narra a chegada de uma companhia teatral decadente a uma vila mágica, povoada por fantasmas e governada pelo Mago Cotrone. A peça é uma alegoria sobre o valor do teatro (e, por extensão, da poesia e da arte) e sua capacidade de comunicação com o mundo moderno, cada vez mais pragmático e empenhado nos afazeres materiais. “É um texto maravilhoso e, esteticamente, a montagem é perfeita. É uma obra-prima. Não tem como não gostar”, resumiu o estudante de letras Thiago Landi, de 26. A montagem será encenada novamente na Praça do Papa, hoje e amanhã, às 20h, e no domingo, às 19h. A entrada é franca.

Serviço

Os gigantes da montanha

Sexta e sábado, às 20h, e domingo, às 19h, na Praça do Papa. Entrada franca.

Dias 8 e 9 de junho, às 18h, no Parque Ecológico da Pampulha. Entrada franca.

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