Museu do Oratório de Ouro Preto ganha livro reeditado

Reedição traz textos bilingues e um rico acervo de imagens de oratórios que estão no Museu

por Fernanda Machado 22/05/2013 18:10

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Eugênio Sávio
Oratório de salão, Minas Gerais, século XVIII, pintura atribuída a Manuel da Costa Athaide (foto: Eugênio Sávio)
Objeto de devoção da cultura católica, os oratórios também são dotados de riqueza estética capaz de exprimir com rara beleza o universo da fé. O Museu do Oratório, situado na cidade de Ouro Preto, reúne valiozo acervo dessas peças da tradiconal arte sacra brasileira. Em comemoração dos 15 anos de existência do Museu, será lançado a segunda edição do livro que levo o mesmo nome do espaço.

Completamente revista e ampliada, esta nova edição conta com 162 oratórios em mais de 300 imagens em alta resolução, tamanho ampliado e com legendas que especificam o histórico das peças. Todos os textos estão em inglês e em português.

Lançado pelo Instituto Flávio Gutierrez em parceria com a Fundação Cultural BNP Paribas, o livro tem como objetivo "trazer uma abordagem histórica, enfatizando a importância da coleção no universo da arte sacra brasileira", afirma a coordenadora do Museu, Ângela Gutierrez. O lançamento oficial acontece no dia 23 de maio, no Museu de Artes e Ofícios, na Praça da Estação, em Belo Horizonte. O evento será restrito à convidados.

Museu do Oratório - Ouro Preto

Uma coleção que começou quando Ângela, ainda menina, recebeu de presente do pai um oratório feito a de madeira de goiabeira, com uma pequena imagem de Santana dentro. Este artefato despertou nela o desejo de colecionar arte brasileira. "Aquele presente despertou meu instinto de busca e descoberta, como incorporação concreta da arte enquanto motivação e vivência humana", afirma a colecionadora no prefácio do livro, prestando homenagem a seu pai.

Tal instinto levou a ângela a doar seu patrimônio ao IPHAN (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional), dando origem ao Museu do Oratório, montado num casarão setentista, no qual Aleijadinho (1738-1814), expoente artista do barroco brasileiro, morou parte de sua vida. Nesses 15 anos o espaço já recebeu cerca de 1,5 milhões de visitantes.

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