Mostra reúne trabalhos de Mário Bhering

Espaço Cultural da Cemig, empresa da qual foi um dos fundadores e ex-presidente, expõe trabalhos em aquarela do artista

por Sérgio Rodrigo Reis 22/05/2013 08:58

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Ronaldo Guimarães/Divulgação
Trabalhos em aquarela do artista e engenheiro Mário Bhering: inspiração busca elementos marinhos e temas do cotidiano (foto: Ronaldo Guimarães/Divulgação)
O engenheiro Mário Bhering (1922–2009) ocupou alguns dos principais cargos do setor elétrico do país. Para além da carreira vitoriosa como executivo, teve outra atuação que merece destaque: a de artista. Como aquarelista, conseguiu realizar vasta obra inspirado pela técnica milenar, que, a partir desta quarta-feira, poderão ser revistas em uma exposição em sua homenagem, na Galeria de Arte da Cemig, empresa da qual foi um dos fundadores e ex-presidente.


A mostra reúne trabalhos feitos ao longo de mais de duas décadas. Além de explorar vasta paleta de cores, as aquarelas destacam a sensibilidade e harmonia, em desenhos inspirados, sobretudo, no movimentos dos mares. Como bom mineiro, Bhering tinha fascínio pelos oceanos e se inspirou nas praias brasileiras para criar desenhos mesclando o movimento das águas aos dos barcos, além da vegetação e do cotidiano das vilas de pescadores. Minas Gerais também o inspirou em diversos desenhos, como aqueles que evidenciam as flores e naturezas-mortas.


O crítico Márcio Sampaio, num catálogo de mostra realizado por Bhering nos anos 1990, soube bem sintetizar as principais características do trabalho do artista. Segundo ele, Bhering realizou obra que se destaca, primeiramente, pelo apuro técnico e amplo conhecimento de suas possibilidades expressivas. “Daí a limpeza e a fluidez de suas paisagens em que o artista obtém belos efeitos de transparência e atmosfera”, analisa.

Desenho Nascido em 1922, em Belo Horizonte, Mário Bhering formou-se em engenharia civil pela Escola Nacional de Engenharia, da Universidade Federal do Rio de Janeiro, em 1945. Atuou na Cemig desde o início de sua implantação, em 1951, tendo ocupado os principais cargos da empresa antes de assumir, pela primeira vez, a presidência da Eletrobras, em 1967.


A avó e a mãe eram musicistas. Os irmãos de Bhering são desenhistas e, neste ambiente, ele seguiu caminho parecido. “Tem a ver com a educação. Era uma questão de não poder ficar sem desenhar. Era necessidade. Sempre teve um ateliê por onde morou. A pessoa quando tem o olhar capaz de ver a parte mais belas das coisas não tem muito erro”, diz a filha, Cecília Bhering.


Ela lembra que quando o pai se aposentou, passou a se dedicar mais ao ofício. “Ninguém faz aquarela sem desenhar bem. O forte é o desenho, a noção dos traços. A aquarela não tem como errar. A imagem tem que estar clara na cabeça e o artista com a certeza daquilo que estava fazendo. Meu pai tinha isso. Os mineiros têm tendência de ser ótimos aquarelistas, por causa da tradição dos desenhos”, compara.

Ronaldo Guimarães/Divulgação
(foto: Ronaldo Guimarães/Divulgação)
Aquarelas
Exposição de trabalhos de Mário Bhering. Abertura nesta quarta-feira, às 19h, na Galeria de Arte do Espaço Cultural da Cemig (Avenida Barbacena, 1.200, Santo Agostinho). Até 12 de junho, diariamente das 8h às 19h. Informações: (31) 3506-2025.

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