Carlos Calsavara apresenta a exposição 'Memória líquida' em São João del-Rei

Público poderá contemplar 25 esculturas criadas com objetos, materiais industriais e cerâmica

por Walter Sebastião 13/05/2013 08:28

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Carlos Calsavara/Divulgação
Da arte sacra aos trabalhos inusitados em cerâmica: desafio ao espectador (foto: Carlos Calsavara/Divulgação)
'Memória líquida' é o nome da exposição que Carlos Calsavara apresenta no Solar da Baronesa, em São João del-Rei. Até 23 de junho, o público poderá conferir 25 esculturas criadas com objetos, materiais industriais e cerâmica. Pela primeira vez, ele traz a público os estudos que deram origem a suas peças.

Desde 1997, o artista plástico trabalha com arte sacra, mas o conjunto agora exposto não pertence a esse universo. Calsavara realiza um antigo sonho: apresentar mostra individual que não exiba seus habituais santos em madeira. “Queria liberdade para me expressar. Estou mostrando criações minhas, não o que faço para atender encomendas”, observa. E admite: ainda guarda certa desconfiança em relação às novas criações, que chama de “design não funcional”. Mas evita especulações quanto a significados: “Depois de pronta, a obra é do espectador”.

Carlos Calsavara/Divulgação
O artista Carlos Calsavara classifica suas peças como "design não funcional" (foto: Carlos Calsavara/Divulgação)
Carlos Calsavara tem 33 anos, é são-joanense e desde criança gosta de arte. Em 1997, “por curiosidade”, esculpiu um santo. Revela que seu “contato restrito com o mundo artístico” foi rompido tanto por curso recente de artes aplicadas na Universidade Federal de São João del-Rei (UFSJR) quanto pela internet. “Sempre respeitei arte contemporânea, mas não entendia o significado dela. Agora tenho outros parâmetros”, diz.

Ele elogia o curso da Universidade Federal de São João del-Rei, ao comentar a cena das artes visuais em sua cidade: “É uma chance de avançar, traz outros horizontes”. Também destaca o patrimônio artístico e cultural são-joanense. “Mas precisamos de espaço mais adequado para exposições”, reivindica, lembrando que o Solar da Baronesa é o melhor, e praticamente o único da cidade. “Museus e outras instituições deveriam criteriosamente abrir espaço para mostras temporárias”, conclui.

MEMÓRIA LÍQUIDA
Esculturas de Carlos Calsavara. Solar da Baronesa – Centro Cultural da Universidade Federal de São João del-Rei, Praça Dr. Augusto das Chagas Viegas, 17, Largo do Carmo, (32) 3379-2500. Diariamente, das 8h às 20h. Até 23 de junho.

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