Chega a Minas a incensada montagem de 'Em nome do jogo'

Temporada da peça já ocupou 10 meses, seguidos, em casa no Rio de Janeiro

por Carolina Braga 08/03/2013 07:00

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Guga Melgar/Divulgação
"É um espetáculo que exige muito da gente. São 90 minutos em cena. Isso pede atenção e disponibilidade física", Erom Cordeiro, ator. (foto: Guga Melgar/Divulgação)
Assim como ocorre com as escolhas que faz na televisão, o ator Marcos Caruso parece gostar de experimentar gêneros no teatro. Pois o autor de 'Trair e coçar é só começar', uma das comédias de maior sucesso de público no Brasil, volta a Minas com suspense de categoria. É 'Em nome do jogo', obra do inglês Anthony Shaffer na qual divide a cena com o ator Erom Cordeiro. A peça está em cartaz no Teatro Alterosa. 

Trata-se de uma trama policial e, como tal, mistério é ingrediente importante. Na montagem dirigida por Gustavo Raso, Caruso interpreta Andrew Wyke, escritor bem-sucedido que decide preparar uma armadilha para o amante da esposa, Milo Tindolini, papel de Erom Cordeiro. “O texto tem carpintaria bem-pensada, então, a plateia fica ligada do início ao fim. Nunca sabe quem está realmente falando a verdade”, adianta Erom Cordeiro. O ator diz que um ponto forte da montagem é justamente sua verborragia.

Tal como um jogo de gato e rato, com a desculpa de que não ama mais a esposa, o marido traído atrai o amante para seu apartamento e ali o convence a executar um plano mirabolante. Homem de finanças desequilibradas, Milo aceita a simulação de um assalto sinistro no qual os dois sairiam beneficiados. No entanto, tudo não passava de uma armadilha de Wyke. 

'Em nome do jogo' cumpriu temporada de 10 meses com casa cheia no Rio de Janeiro. Desde julho, Erom Cordeiro assumiu o papel encabeçado por Emilio di Mello, quem também assina adaptação do texto em parceria com o diretor e com Marcos Caruso. “É um espetáculo que exige muito da gente. São 90 minutos em cena. Isso pede atenção e disponibilidade física. Com essa peça vivencio um período de prática importantíssimo na minha carreira”, diz.
Além do texto incensado e do trabalho dos atores, o cenário tem chamado a atenção. “Revela algumas surpresas para o público. Ele praticamente vira uma ratoeira para meu personagem. Estou cercado por um ambiente estranho, dominado pelo outro”, detalha Erom Cordeiro.

NO CINEMA

'Em nome do jogo' já ganhou duas versões no cinema. Em 1972, sob a direção de Joseph L. Mankiewicz, a história foi interpretada por Laurence Olivier e Michael Caine em Jogo mortal. O filme recebeu quatro indicações ao Oscar, inclusive os dois atores foram lembrados na categoria de melhor ator. Em 2007, a trama voltou à telona, desta vez, sob o comando de Kenneth Branagh e adaptação do Nobel, Harold Pinter. Michael Caine trocou de papel e dividiu a cena com Jude Law. 

EM NOME DO JOGO
Nesta sexta-feira e sábado às 21h; domingo, às 19h
Local: Teatro Alterosa
Endereço: Avenida Assis Chateaubriant, 499, Floresta
Contato: (31) 3237-6611
Ingressos: R$ 50 (inteira) e R$ 25 (meia)


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