Antropólogo carioca Marcos Alvito relembra passagens relativas à música e à vida de mestres do samba em livro

'Histórias do samba - De João da Baiana a Zeca Pagodinho' chega às livrarias

04/02/2013 10:13

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Pedro de Moraes / Divulgação
(foto: Pedro de Moraes / Divulgação)
Causos saborosos – e até históricos – do mundo do samba foram reunidos pelo antropólogo carioca Marcos Alvito em um pequeno livro que acaba de chegar às vitrines. Dos emblemáticos João da Baiana e Noel Rosa aos contemporâneos Zeca Pagodinho e Arlindo Cruz, ali todo mundo é bamba.

Em 100 tópicos, Alvito relembra passagens relativas à música e à vida de mestres do samba. Candeia, por exemplo, era temido detetive. Ficou paralítico depois de esbofetear uma senhora na Lapa. Ela lhe rogou uma praga e, dias depois, o valentão foi baleado. Pixinguinha, um santo, morreu dentro da igreja – naquele mesmo dia, a Banda de Ipanema interrompeu imediatamente seu animado desfile carnavalesco. Em silêncio, foliões se dispersaram.

'Histórias do samba – De João da Baiana a Zeca Pagodinho' (Editora Matrix, R$ 29,90) mostra a dura lida dos compositores, gente humilde praticamente obrigada a vender parcerias a artistas famosos, como Francisco Alves, sovina conhecido como Chico Duro, e Mário Reis. Os dois astros eram “fregueses” de Cartola. Alvito revela: a irreverência carioca logo tascou um apelido nesses “parceiros”, que jamais criaram um verso: “comprositores”.

Professor do Departamento de História da Universidade Federal Fluminense (UFF), o autor fornece informações sobre a origem e o desenvolvimento do gênero musical mais famoso do Brasil, destacando a importância do jongo, do lundu e do coco para o DNA do samba.

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