Índia expõe coleção de cartas pessoais de Gandhi

Correspondência do pacifista com fisiculturista sul-africano elucida primeiros anos do líder indiano. Mostra marca o 65º aniversário do assassinato de Ghandi

por AFP - Agence France-Presse 30/01/2013 14:17

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Uma rara coleção de cartas entre Gandh e um fisiculturista sul-africano entra em exposição em Nova Délhi (foto: AFP Photo /Archivo )
Uma rara coleção de cartas entre o símbolo da independência indiana, Mahatma Gandhi, e um fisiculturista sul-africano com quem ele manteve um relacionamento próximo entrará em exposição nesta quarta-feira, 30, em Nova Délhi.

O arquivo de cartas e fotos pertencente a Herman Kallenbach, um fisiculturista e arquiteto judeu de origem alemã, foi comprado pelo governo indiano em 2011, pouco antes de ser leiloado pela casa Sotheby em Londres.

Será a primeira vez que o público indiano verá a coleção no Arquivo Nacional, no dia do 65º aniversário do assassinato de Gandhi por um extremista hindu. "Estes são documentos importantes que esclarecem os primeiros anos de Gandhi", disse à AFP o chefe do Arquivo Nacional, Mushirul Hasan.

Gandhi viveu em Johannesburgo com Kallenbach por dois anos a partir de 1907, antes de deixar a África do Sul para retornar à Índia em 1914, onde ajudou a unificar o movimento político contra o domínio colonial britânico.

A relação com Kallenbach foi tema de especulações e boatos há anos por causa da proximidade entre os dois, recentemente contada em um livro pelo ex-editor do New York Times Joseph Lelyveld.

"Como você tomou completamente a posse de meu corpo?", afirma Gandhi em uma carta para Kallenbach reproduzida no livro de Lelyveld.

"Esta é a escravidão com uma vingança", ressalta o homem conhecido como "o pai da Nação" na Índia, citado pelo ex-editor em seu trabalho.

Lelyveld foi forçado a defender-se das acusações de que havia sugerido em seu livro a bissexualidade de Gandhi. "A palavra bissexual não aparece em qualquer parte do livro", escreveu ele mais tarde.

Hasan não fez nenhum comentário sobre se a correspondência completa entre Gandhi e Kallenbach será exposta ao público.
A Índia tem manifestado sua inquietação com os leilões dos pertences privados de Gandhi, considerados um insulto à memória de um homem que rejeitou a riqueza material.

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