Vaticano conclui restauração de importante afresco de Rafael Sanzio

Situada nos Museus do Vaticano, a obra Sala de Heliodoro já pode ser apreciada por visitantes

por AFP - Agence France-Presse 10/01/2013 12:35

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(foto: Reprodução)
A limpeza e a restauração dos afrescos da famosa Sala de Heliodoro, do pintor italiano Rafael Sanzio, e que se encontram nos Museus do Vaticano, acabam de ser concluídas, o que permitirá a milhões de visitantes de todo o mundo admirar o talento do famoso artista renascentista.

"Desmontamos os últimos andaimes, os da parede que representa o encontro de León Magno com Átila. Agora a Sala de Heliodoro, a principal obra de Rafael, que dominava a técnica dos afrescos, poderá ser admirada", anunciou na quarta-feira, 9, Antonio Paolucci, diretor dos Museus do Vaticano, em declarações ao jornal da Santa Sé, L'Osservatore Romano.

O conjunto majestoso, pintado entre 1511 e 1514 pelo mestre de Urbino e seus colaboradores, "pode ser contemplado em todos os seus detalhes", comentou Paolucci.

Os afrescos, no terceiro andar do Palácio Apostólico, nos apartamentos do Papa Júlio II (1503-1513), narram o triunfo da Igreja contra o paganismo e os bárbaros e ilustram o poder do papado como uma instituição que impõe a paz e inclui figuras lendárias como São Pedro e São Paulo no céu empunhando espadas.

Importantes especialistas em restauração trabalharam para o Vaticano sob a direção de Paolo Violini, que contou com assessores internacionais, como o professor Arnold Nesselrath, historiador da arte e especialista em Rafael.

A obra é formada por um conjunto de quatro câmaras: Sala de Constantino, Sala de Heliodoro, Sala da Assinatura e Sala do Incêndio do Borgo. Foram decoradas a pedido de Julio II por Rafael e seus colaboradores, que dedicaram quase 15 anos de trabalho, até sua morte em 1520. Entre os afrescos restaurados está um dos primeiros noturnos da história da arte, conhecido como a Libertação de São Pedro do cárcere, cujas tonalidades e claridade da lua têm sido amplamente estudadas.

A restauração e limpeza de um dos grandes tesouros do Vaticano, iniciada há 30 anos, provocou o mesmo impacto na opinião pública quanto a recuperação dos afrescos de Michelangelo na Capela Sistina. Em declarações à imprensa italiana, alguns restauradores contaram os detalhes curiosos sobre a maneira do artista trabalhar, como os pequenos erros, entre eles uma marca de mão na parede e uma mancha vermelha em um nariz.

Os Museus do Vaticano, que são visitados por mais de quatro milhões de pessoas por ano, até agora não divulgaram imagens dos afrescos restaurados. Também não se sabe o custo da restauração ou quem financiou isso. A restauração da Capela Sistina foi financiada por uma rede de televisão japonesa e foi concluída em 1999, depois de quase vinte anos.

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