Fundação Municipal de Cultura passará por mudanças

por Sérgio Rodrigo Reis 30/12/2012 10:10

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Beto Novaes/EM/D.A Press
Leônidas Oliveira, da Fundação Municipal de Cultura de BH, anuncia a publicação de editais para o setor (foto: Beto Novaes/EM/D.A Press)
As mudanças na condução política dos municípios brasileiros, que começam a valer nos próximos dias, deverão provocar uma reviravolta também no setor cultural. Em Belo Horizonte não será diferente. A Fundação Municipal de Cultura (FMC), havia mais de 10 anos, fazia parte da cota do Partido dos Trabalhadores (PT) e, com a saída do partido da coligação que reelegeu o prefeito Márcio Lacerda (PSB), a perspectiva é de um alinhamento maior com as estratégias do novo governo. O atual presidente da fundação, Leônidas Oliveira, se mostra otimista em relação ao futuro. Segundo o gestor, a FMC tem como desafios dois eixos estratégicos: o primeiro é o fortalecimento da gestão da cultura; em segundo lugar vem a descentralização, baseada na ação direta do poder público com ênfase em áreas excluídas do fomento, tendo como foco o fortalecimento da classe artística e como resultado a ocupação dos centros culturais, museus, praças e ruas com programação diversificada. %u201CNovo programa de editais públicos colocará no mercado R$ 16 milhões até fevereiro%u201D, anuncia. Haverá ainda, segundo ele, uma estratégia de requalificação espacial, a restauração de todos os edifícios sob guarda da fundação, já iniciado com o conjunto da Pampulha. As ações incluem ainda ampla agenda para os 70 anos do Museu Histórico Abílio Barreto e ações em torno da tentativa de elevar a Pampulha ao título de Patrimônio Mundial da Unesco. Descentralização A Secretaria de Estado de Cultura de Minas Gerais sinaliza para a continuidade de atividades. A intenção é dar prosseguimento às ações que já vinham sendo realizadas de ajuste e aprimoramento dos programas de fomento e incentivo à atividade cultural, como a Lei Estadual de Incentivo à Cultura, o Fundo Estadual de Cultura, o Cena Minas, o Música Minas, o Filme em Minas, o Bandas de Minas e o Prêmio Governo de Minas Gerais de Literatura. Esse processo, que é permanente no âmbito de todos os órgãos e instituições vinculadas ao Sistema Estadual de Cultura, tem como finalidade alinhar os programas às novas realidades e demandas da classe artística. O interior deverá ganhar destaque. %u201CIntensificaremos o processo de democratização e descentralização do acesso a esses programas, por meio do Programa Minas, Território da Cultura. Trata-se de um programa articulado de descentralização da ação cultural que será realizado nas 10 macrorregiões de Minas, ao longo de 2013 e 2014, em uma grande mobilização cultural de todos os agentes culturais e público em geral%u201D, adianta a secretária Eliane Parreiras. Em relação à infraestrutura cultural, novos equipamentos serão entregues, como o Museu da Gruta de Maquiné (Cordisburgo) e um espaço cultural no Edifício Arcangelo Maletta (Belo Horizonte) voltado para ateliês coletivos e individuais de artes plásticas. A finalização das obras do Museu Casa Alphonsus de Guimaraens (Mariana) e o fortalecimento do Museu Mariano Procópio (Juiz de Fora) também são promessas da secretaria estadual para 2013.

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