Com Cinquenta tons de liberdade, escritora E. L. James encerra a saga de seus personagens Anastasia Steele e Christian Grey

Lançamento do livro será dia 8 de novembro

por Mariana Peixoto 31/10/2012 08:57

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Marloes van Doorn/Divulgação
A britânica E. L. James deixa pistas de que pode não se satisfazer apenas com uma trilogia (foto: Marloes van Doorn/Divulgação)
 

 

No primeiro volume ela se envolveu com o multimilionário dominador e acabou se apaixonando, apesar de contratos, cláusulas bizarras e uma sufocante necessidade de controle (machismo disfarçado?) da parte dele. No segundo, depois de um curto período separados, eles voltam às boas, mas têm que lidar com questões externas – leia-se um ataque psicótico de uma ex-dele; o assédio do chefe dela; e a presença constante da mulher que o iniciou no sadomasoquismo. Três meses se passaram desde que o fenômeno editorial Cinquenta tons de cinza chegou ao Brasil. Novecentos mil exemplares vendidos dos dois primeiros volumes da trilogia erótica de E. L. James depois, as seguidoras de Anastasia Steele e Christian Grey aguardam 8 de novembro, quando Cinquenta tons de liberdade, o livro que encerra a história, chega às livrarias (com tiragem de 600 mil exemplares).

 

Boa notícia para aquelas que estão mais interessadas nas cenas de sexo do que no açucarado (e por vezes enfadonho) relacionamento de Ana e Christian. Ao contrário do segundo volume, menos apimentado – guardadas as devidas proporções, é claro –, do que o primeiro, esse último não economiza naquela que é a principal razão do sucesso da série. Agora mais segura, Ana toma a iniciativa, deixando o marido fã de S&M ainda mais apaixonado. Os momentos de alcova ocupam a primeira metade dos calhamaço de 500 e poucas páginas, ainda mais porque os dois são recém-casados.

A lua de mel obviamente acaba e começa a segunda parte da trama. É o grande pecado de E. L. James, coisa que ela já havia desenhado no romance anterior, pois a autora não tem capacidade de armar uma trama com lances policiais que realmente surpreendam o leitor – é tudo previsível, repleto de clichês, facilmente reconhecíveis. Os “vilões” anteriores voltam a “atacar”, dessa vez com mais fúria. Sem entregar o jogo, a outrora frágil Ana se transforma numa heroína decidida, se aproximando de uma supermulher – num lance risível, vale dizer, de tão inverossímil. Esses pecados não diminuem a intensidade da leitura, que, a exemplo dos livros anteriores, flui com muita rapidez.

O fim da saga, é claro, vai no clima de “felizes para sempre”. O convencionalismo que marcou todo o romance é ainda mais enfatizado. Mas depois do epílogo, há ainda um outro capítulo. “Tons de Christian” traz a versão dele para o início do relacionamento, do primeiro encontro, quando Ana fez um arremedo de entrevista com o poderoso CEO, até o momento em que ele vai atrás dela na loja em que ela trabalhava. “Eu poderia apenas convidá-la para jantar. Como em um encontro? Será que ela iria? Quando a olho, ela está examinando os próprios dedos. Não consegue olhar para mim... isso é promissor. Escolho as braçadeiras maiores. Afinal, são mais flexíveis – podem acomodar tornozelos e pulsos de uma vez só”, pensa Christian. Espertamente, E. L. James deixa um dúbio recado ao fim da narrativa: “Isso é tudo... por ora.”

 

 

NO CINEMA Com os romances lançados – muita gente não quer esperar o 8 de novembro, então proliferam na internet versões piratas do terceiro volume, com traduções feitas por fãs –, as apostas agora se concentram na versão cinematográfica do fenômeno editorial. Nas redes sociais há várias fanpages em torno dos atores cotados para encarnar Christian Grey: Ian Somerhalder, da série Vampire diaries; Matt Bomer, de White collar; e Taylor Lautner, o menino-lobo de Crepúsculo, que negou qualquer convite para o papel em sua recente passagem pelo país. Também sem nome confirmado para interpretar Ana Steele, o que se sabe por ora é que o roteiro será escrito por Kelly Marcel, também autora de Saving Mr. Banks, filme em produção com Tom Hanks, Emma Thompson e Colin Farrell e que narra o esforço de Walt Disney para conseguir os direitos de adaptação do livro Mary Poppins para o cinema. 



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