Estrela da comédia A dama desnuda, que estreia em novembro, Wilma Henriques leva a sua vida para o palco

Aos 81 anos, ela interpretará personagem inspirada no clássico A malvada

por Ailton Magioli 17/10/2012 09:09

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Beto Magalhães/EM/D. A Press
As atrizes Patrícia Thomaz e Wilma Henriques durante o ensaio da peça A dama desnuda, no Espaço 104, em BH (foto: Beto Magalhães/EM/D. A Press)
 

 

Renato Millani escreveu, Carlutty Ferreira dirige, Jair Raso faz a supervisão artística e a primeira-dama do teatro mineiro, Wilma Henriques, protagoniza a comédia A dama desnuda, cuja estreia está agendada para 16 de novembro, no Teatro Alterosa, em Belo Horizonte. O desejo da atriz foi incentivado pelo diretor e cumprido pelo autor. O espetáculo narra a trajetória de uma artista madura, prestes a receber um prêmio, e tem como contraponto uma jovem fã candidata ao estrelato. “O insight foi o filme A malvada, do diretor Joseph L. Mankiewicz, com Bette Davis”, informa Renato Millani. No desenrolar da trama, no entanto, ele acabou se aproveitando da trajetória da própria Wilma para narrar a carreira da personagem que, a exemplo da mineira, encenou os clássicos A dama das camélias, de Alexandre Dumas Filho, A prostituta respeitosa, de Jean-Paul Sartre, e Fala baixo senão eu grito, de Leilah Assumpção.  “A gente vê a experiência de atrizes e atores como Wilma e Paulo Gracindo, a quem tive a oportunidade de assistir, e sente imensa esperança na arte e no teatro”, observa Millani, fundador da Cia. Deu Palla. Aos 42 anos, ele experimenta a carreira de free-lancer e está à frente de várias montagens. Aos 81 anos, a belo-horizontina Wilma Henriques volta aos palcos depois de atuar em Sonhos, dirigida por Marcos Vogel. Ano passado, a montagem participou da Campanha de Popularização do Teatro e da Dança. Apesar das pinceladas biográficas do novo espetáculo, que aborda temas como amor, solidão, sucesso, fracasso e maternidade, o texto mescla vida real e ficção. Revela, por exemplo, aspectos da trajetória de Wilma, órfã aos 14 anos e filha única. A veterana dividirá o palco com a jovem Patrícia Thomaz – as duas trabalharam em Sonhos, adaptação de Marcos Vogel para o texto de Jorge Luis Borges. Jair Raso, que assina a supervisão artística de A dama desnuda, é antigo companheiro. Ele dirigiu Wilma Henriques em diversas montagens. Para Carlutty Ferreira, trabalhar com Wilma Henriques representa uma grande oportunidade profissional. “Desde que a vi pela primeira vez no palco, em Navalha na carne, de Plínio Marcos, fiquei impressionado com sua precisão em identificar personagem e história”, elogia. “Basta a Wilma bater os olhos no texto para o personagem se voltar imediatamente para ela”, constata o diretor. Outra característica marcante da atriz, elogia Carlutty, é o fato de ela dar vida a um novo personagem a cada dia. “É como se fosse uma nova estreia”, conclui. A multiartista Em 1959, Wilma Henriques estreou na extinta TV Itacolomi, em BH. Ela apresentava o programa feminino Espelho, além de integrar o elenco do Grande Teatro Lourdes, que encenava peças ao vivo. Nos palcos, depois de substituir Lea Delba no espetáculo Pigmaleão, ela fez a peça O macaco da vizinha, de Joaquim Manoel de Macedo, sob a direção de Carlos Leite. Com 53 anos de carreira, Wilma não se limitou aos palcos. Ela atuou nos filmes O menino e o vento, de Carlos Hugo Christensen; Ela e os homens, de Schubert Magalhães; Aleijadinho – Paixão, glória e suplício, de Geraldo Santos Pereira, e Vinho de rosas, de Elza Cataldo. FIQUE ATENTO A produção de A dama desnuda informa que ingressos para a peça serão vendidos a preços promocionais (R$ 15, para todas as categorias), a partir de sábado, na bilheteria do Teatro Alterosa (Avenida Assis Chateaubriand, 499, Bairro Floresta). No mês que vem, eles custarão R$ 30 (inteira) e R$ 15 (meia-entrada). Informações: (31) 3237-6611.



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