Na Grande BH, museus oferecem lazer e a oportunidade de aprender

por Walter Sebastião 12/10/2012 07:00

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Carlos Alberto/Imprensa MG/divulgação
Museu Peter Lund conduz o visitante pelo mundo da pré-história (foto: Carlos Alberto/Imprensa MG/divulgação)


Ciência com muita diversão: arqueologia, botânica, ecologia, história e astronomia para mostrar o quanto o mundo e o universo são fascinantes. É isso que três importantes museus de ciências da Grande Belo Horizonte oferecem. São eles o recém-inaugurado Museu Peter Lund (em Lagoa Santa), de Ciências Naturais – PUC Minas e de História Natural e Jardim Botânico da UFMG.

 

Visitar o Museu Peter Lund é passeio para ser feito de tênis, bermudas, camiseta, chapéu e muito protetor solar. Quem avisa é Leonardo Bahia, superintendente de Museus e Artes Visuais da Secretaria de Estado da Cultura. Motivo: não se trata de instituição convencional, mas de um território dentro do Parque do Sumidouro, cuja atração são cavernas e trilhas.

 

No prédio, há exposições e exibem-se documentários – preparação obrigatória para as caminhadas. O passeio pode ser curto ou longo (com cerca de cinco quilômetros).

 

“As vedetes são as impressionantes grutas”, brinca Leonardo Bahia. Ele optou pela trilha longa. “É puxado, mas uma delícia”, conta. O roteiro oferece casa de bandeirantes, áreas científicas, lagos, setores arqueológicos e intenso contato com a natureza. Com sorte, podem-se ver bichos – macacos, siriemas e muitos passarinhos.

 

“Com a beleza dos locais e o grande significado histórico, o turista fará um passeio impactante”, garante Bahia. Afinal, caminha-se por região que foi habitada pelos primeiros seres humanos das Américas. Lá viveram animais gigantescos, cuja existência parece lenda.

 

A região de Lagoa Santa tem história. Em 1832, o naturalista dinamarquês Peter Lund (1801-1880) procurava por lá resíduos do passado. Explorou 200 grutas e descobriu milhares de fósseis de animais do período Pleistoceno, além de 31 crânios humanos em estado fóssil. Esses achados levaram à designação de Homem da Lagoa Santa para os habitantes remotos da região, que tinham o hábito de comer plantas, frutas e raízes. Carne, só muito raramente.


MUSEU PETER LUND


Fósseis da região de Lagoa Santa
descobertos pelo pesquisador
dinamarquês Peter Lund. Estrada
Campinho-Lapinha, km 6, Lagoa Santa, (31) 3689-8592. Terça a domingo,
das 9h às 16h30. R$ 15, com direito
a visita à Gruta da Lapinha.

 

Visite a Luzia

 

Pedro Motta/Esp.EM/D.A Press
A estrela do museu da PUC Minas é a "veterana" Luzia (foto: Pedro Motta/Esp.EM/D.A Press)
As culturas pré-históricas têm endereço ilustre em Belo Horizonte: o Museu de Ciências Naturais – PUC Minas. “O segundo andar é sensacional”, avisa Ana Cristina Sanches, coordenadora do setor educativo da instituição. Lá ficam 20 exemplares (tigre-dente-de-sabre, preguiça-gigante e dinossauros) da megafauna do Pleistoceno (de 11 mil a 1,8 milhões de anos atrás) que viveram em Minas Gerais. O símbolo do museu é o Pampatherium, um tatu gigante. A carapaça completa do bicho está exposta.

 

No segundo andar “mora” Luzia, outra figurinha de fama internacional. Trata-se da cabeça de uma mulher de 20 anos, com idade de 11.400 a 16.400 anos. Ela foi encontrada perto de Lagoa Santa, nos anos 1970, por missão arqueológica franco-brasileira chefiada pela pesquisadora Annette Laming. Trata-se de um exemplar de hominídeo (espécie anterior ao Homo sapiens), a mais antiga evidência da presença humana nas Américas. Detalhe: às quintas-feiras, a partir das 19h, o público pode observar o céu com telescópio.

 

“Museus têm a função de elevar a cultura científica das pessoas. Precisamos dela para discutir, ter participação mais ativa e crítica na vida contemporânea”, explica Ana Cristina. A coleção do Museu da PUC reúne 73 mil fósseis. Há quem garanta que se trata de uma das maiores das Américas.

 

Mata urbana

 

Marcos Michelin/EM/D.A Press
(foto: Marcos Michelin/EM/D.A Press)
 

 

A mata de 600 hectares é o maior tesouro do Museu de História Natural e Jardim Botânico da UFMG, informa seu diretor, Fabrício Fernandino. O acervo conta com biomas plantados há mais de 60 anos, como vegetação amazônica, cerrado e plantas medicinais. “É precioso esse espaço de silêncio e natureza no meio da cidade. Aqui, podemos reduzir a velocidade em que vivemos”, lembra ele.

 

O diretor aconselha o visitante a passear pelas trilhas do parque antes de visitar as coleções. “Isso traz olhar mais sensível, delicado e poético sobre o museu”, argumenta.

 

Outras atrações da instituição são as coleções de paleontologia, mineralogia e arqueologia. O público também pode conferir mostras de ilustração botânica e cartografia. A última, observa Fabrício, surpreende por exibir como as pessoas de antigamente, sem aparelhos digitais, conseguiram chegar à imagem da Terra bem próxima da realidade.

 

De uma sala, podem-se ver experimentos científicos dos programas Física divertida e Química na cabeça. Haverá novidades a partir do dia 28, como o espaço interativo Ciência da vida, focado no ser humano e na saúde.


MUSEU DE HISTÓRIA
 NATURAL DA UFMG


Rua Gustavo da Silveira, 1.035, Santa Inês, (31) 3409-7600. Amanhã e domingo, das 10h às 17h. R$ 4. Crianças até 5 anos e maiores de 65 não pagam.

 

Mundo aquático 

 

Aquário tem 40 espécies de peixes do Velho Chico
 

 

Surubins, dourados, curimatãs, matrinxãs, piaus, pacamãs, cascudos, lambaris, mandis, piranhas, curimbas, piabas e pirambebas são as estrelas do Aquário Rio São Francisco, mantido pela Fundação Zoobotânica de BH. Cerca de 1,2 mil peixes de 40 espécies foram reunidos em 22 recintos de diferentes formatos.

 

O ambiente dos tanques representa o Rio São Francisco, oferecendo condições adequadas para a exibição de espécies em cativeiro. O local conta com zooboteca – pequeno espaço educativo onde o visitante pode ver de perto detalhes curiosos de animais e plantas, tais como ovos de avestruz, cascas de cobra e caules.



AQUÁRIO RIO SÃO FRANCISCO


Fundação Zoobotânica de BH.
Avenida Otacílio Negrão de Lima, 8.000,
Pampulha, (31) 3277-8489.
De hoje a domingo, das 9h às 16h.
Ingressos: R$ 2 a R$ 4 (por pessoa);
R$ 4 a R$ 7 (veículos).

 

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