O menino que vendia palavras respeita as crianças sem perder a fantasia

Atores revelam que criaram personagens com muita pesquisa e a experiência como pais

por Carolina Braga 28/09/2012 09:19

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Sérgio Baía/Divulgação
(foto: Sérgio Baía/Divulgação)
 
Se já é difícil espetáculo infantil circular pelo Brasil, mais raro ainda é o retorno de uma montagem à mesma cidade. É esse o caso de O menino que vendia palavras. A peça, que tem elenco capitaneado por Eduardo Moscovis, passou por Belo Horizonte no ano passado e neste fim de semana é atração do Teatro Sesiminas. Estamos diante de um daqueles casos que é possível afirmar tranquilamente: ainda bem que voltou. 
Diferentemente do que é comum na área, o espetáculo não subestima a inteligência da meninada. “Lógico que a gente pensava fazer algo para o público infantil, mas em nenhum momento pensamos em fazer somente para ele. Todos os atores interpretam crianças, mas ninguém faz aquela voz de menininho. É um espetáculo direto, que fala com todo mundo. Ao mesmo tempo que o menino de 3 anos fica encantado com as cores e a música, os que estão com 7, 8 anos, que estão sendo alfabetizados, têm uma outra relação com a peça”, comenta Eduardo Moscovis. 
A montagem fala sobre a divertida aventura que é a descoberta das palavras. É a história de um menino que adora brincar de dicionário com a turma. Como o pai dele é um homem muito letrado, sempre sabe o significado de tudo. Embarcando na sabedoria do pai, o garoto resolve brincar de vender palavras. 
A ficha técnica de O menino que vendia palavras é capaz de deixar qualquer adulto seduzido. Texto de Ignácio de Loyola Brandão, dramaturgia de Pedro Brício, direção de Cristina Moura com colaboração de Mariana Lima e, antes de completar o elenco, vale ressaltar a trilha sonora assinada por Domenico Lancelotti e Pedro Sá, com direito a participação de Adriana Calcanhotto. No palco estão, além de Moscovis, Pablo Sanábio, Fernanda Félix, Vandré Silveira, Raquel Rocha e Luciana Fróes.
O menino que vendia palavras é fruto de processo coletivo de criação, que envolveu, inclusive, muita pesquisa. O livro de Ignácio de Loyola Brandão serviu de base para as contribuições dos atores. “Existe uma relação de sinceridade e de respeito nessa construção. Levamos muito do que somos como pais para nossa sala de ensaio. Acho que conseguimos fazer com que o universo do livro estivesse presente, mas mesclado com universo baseado na nossa percepção”, conclui Moscovis. 
 
O menino que vendia palavras
Teatro Sesiminas. Rua Padre Marinho, 60, Santa Efigênia, (31) 3241-7181. Sábado, às 17h e domingo, às 11h e 16h. R$ 40 (inteira) e R$ 20 (meia). 


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