Saulo Laranjeira recicla repertório para espetáculo Assunta Brasil

Artista sobe ao palco como humorista, cantor e contador de histórias

por Bossuet Alvim 30/08/2012 11:10

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Vilmar Oliveira/divulgação
O ator Saulo Laranjeira critica a safadeza dos políticos por meio do personagem João Plenário (foto: Vilmar Oliveira/divulgação )
Saulo Laranjeira retocou personagens consagrados, aumentou o repertório de canções e remexeu sua bagagem de causos para apresentar Assunta Brasil no Teatro Alterosa, entre quinta-feira, 30 de agosto, e domingo, 2 de setembro. Aos 59 anos – e 46 de palco –, o artista se preocupa em adaptar o repertório à renovação da plateia.

“As novas gerações estão ligadas a uma linguagem diferente, o que sempre foi um desafio para mim”, admite. Saulo diz que o processo criativo de Assunta Brasil se pautou por vários questionamentos. “A gente se perguntava: será que essa coisa ficou para trás? Será que o texto atinge o público ainda hoje? O jovem vai nos ouvir?”, conta ele.

O diretor e cantor acredita que seus recursos como ator o ajudaram “a chegar lá”. Para ele, seu trabalho serve de ponte entre a fonte regional e autêntica das canções, as histórias que conta e a realidade do mundo contemporâneo. A amarração dos aspectos cênico e musical de Assunta Brasil é a mesma dos espetáculos de Saulo Laranjeira, que sobe ao palco como cantor, humorista e contador de histórias. “O formato música-humor-poesia já existe há anos, é o mais aceito e ficou bem definido”, explica.

O público encontrará no espetáculo comédias da vida particular dos personagens, narrativas interioranas tecidas sobre elementos típicos do país e a emoção do cancioneiro popular, promete Saulo. “A proposta de alternar riso com emoção e reflexão sempre deu certo. A música funciona como celebração do encontro entre humor e poesia, ligando o cômico à emoção de alguns personagens que não se prestam apenas a fazer graça”, diz Saulo.

Figuras clássicas de seu repertório, como a cômica veia Messina, ganharam aspectos mais humanos, próximos do melancólico. A música continua elemento fundamental: a joia da trilha sonora de Assunta Brasil é Chula no terreiro, do compositor baiano Elomar Figueira de Mello.

Saulo Laranjeira não esconde a satisfação de ter participado da montagem operística de Auto da catingueira ao lado do próprio Elomar, no Palácio das Artes, ano passado. “Trata-se de uma canção muito forte e dramática, que fala ao coração de cada pessoa. A letra é muito bonita. Em vez de fazer a abertura de sempre, em stand up e contando histórias, vou entrar cantando a Chula”, antecipa. 

A galeria de personagens reunirá o deputado João Plenário, “desta vez sabatinado em um programa como o Roda viva”, explica Saulo; veia Messina, falando da saudade dos filhos que partiram “para fazer o Brasil crescer”; o vaqueiro Zé da Silva, inspirado em Catulo da Paixão Cearense e Guimarães Rosa; e o metaleiro Kelé, “crítica às pessoas que absorvem a cultura estrangeira sem nenhum tipo de análise”.
 
ASSUNTA BRASIL
Com Saulo Laranjeira. De quinta-feira, 30 de agosto, a sábado, 1º de setembro às 21h; domingo, 2 de setembro, às 19h. Teatro Alterosa. Avenida Assis Chateaubriand, 499, Floresta, (31) 3237-6611. Ingressos: R$ 40 (inteira) e R$ 20 (meia-entrada). 


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