Galeria de Arte da Cemig recebe a exposição A resistência da técnica

Mostra possui 150 obras de 29 artistas com produção nos anos 2000

por Walter Sebastião 07/08/2012 10:18

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Carlos Pedrosa/divulgação
Trabalho de Carlos Pedrosa exposto em Gravura em metal, a resistência da técnica (foto: Carlos Pedrosa/divulgação)
 
No contexto das artes visuais de BH, assiste-se a movimento de ótimos criadores – entre novos autores e veteranos – em favor da difusão e da afirmação da gravura. Há quase uma década, artistas-professores, em especial Paulo Lisboa e Clébio Maduro, vêm dando cursos, articulando ateliês e organizando exposições com esse objetivo. O resultado é a arte culta, elegante, potente e de grande beleza que tem chegado a público com mais frequência. E, de certa forma, criando tradição na capital, que assiste ao desenvolvimento de outra técnica de impressão de imagens: a litografia.
Um exemplo dessa movimentação é a mostra A resistência da técnica, que será aberta nesta terça-feita na Galeria de Arte da Cemig. Cerca de 150 obras de 29 artistas trazem a produção dos anos 2000 com sua diversidade de expressões. O projeto surgiu do desejo de integrantes de oficina da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) de expor a gravura em metal criada atualmente. Trata-se de uma retrospectiva dos 30 anos de pesquisas relacionadas a essa técnica em BH.
“É momento histórico”, afirma Carlos Pedrosa, um dos organizadores, ressaltando a atuação de dois mestres: Clébio Maduro e Paulo Lisboa. O grupo de expositores surgiu a partir das atividades dessa dupla. “O principal ensinamento deles é ver o mundo com poesia e visão positiva, buscar beleza no caos”, diz Pedrosa. A reverência aos professores tem explicação: “Fazeres tradicionais colocam a necessidade de um mestre maduro no ofício. Eles têm informações que não estão na internet”.
A exposição traz trabalhos de novos nomes e artistas veteranos. “Todos vigorosos, com técnica e poética apuradas”, resume o organizador. Outra característica da produção mineira: imagens com a vivência do momento ou do ambiente dos criadores. “Não é só especulação intelectual, mineiro gosta do lugar onde mora”, observa Carlos Pedrosa, lembrando que a técnica tem presença regular no contexto da arte em BH.
A produção, afirma ele, até segue certos padrões postos pelo mercado de arte contemporâneo. Mas avisa: “Quem faz gravura não faz só por dinheiro. Gravura em metal privilegia formatos pequenos, o detalhe, a proximidade com o espectador. Inclusive por questões técnicas”. Ou seja, cada obra resulta de um processo complexo. O organizador lamenta a falta de conhecimento mais aprofundado sobre a técnica, situação que poderia ser alterada com pequenas ações. “Que tragam a Belo Horizonte os grandes gravadores do mundo”, reivindica.
 
GRAVURA EM METAL, A RESISTÊNCIA DA TÉCNICA 
 
>> Abertura nesta terça-feira, às 20h, na Galeria de Arte da Cemig, Avenida Barbacena, 1.200, Santo Agostinho.
 
>> Obras de Afrânio Prado, Alessandro Lima, Bruno Lanza, Caio Álvares, Carlos Pedrosa, Carol Merlo, Clébio Maduro, Déa Matilde, Eduardo Rosa, Felipe Abranches, Flávia Carvalho, Giovanni Xisto, Iara Ribeiro, Jaider Laerdson, Jair Carvalho, Leandro Figueiredo, Luís Matuto, Luiza Pacheco, Maíra Caldas, Marcelo Adão, Márcia Stanyslaw, Paulo Fiotti, Paulo Roberto Lisboa, Rafael Casamenor, Raquel Rodrigues, Roberto Freitas, Tales Sabará, Thiago Pena e Udson Xavier. 
>> O espaço funciona diariamente, das 8h às 19h. Em cartaz de amanhã ao dia 31. 


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