Lília Cabral recarrega as energias no palco, agora de volta com a premiada Maria do Caritó

De férias da televisão, a atriz se diverte no teatro

por Carolina Braga 03/08/2012 07:00

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Guga Melgar/Divulgação
(foto: Guga Melgar/Divulgação)
Na entressafra dos trabalhos em televisão, a atriz Lília Cabral sempre recarrega as energias no teatro. A cada estreia há algo de que ela não abre mão: escolher a dedo com quem dividirá o palco. Se já havia sido assim com o sucesso de Divã, não seria diferente com Maria do Caritó, espetáculo em cartaz no Sesc Palladium até domingo. 
O texto foi especialmente encomendado a Newton Moreno e a direção entregue a João Fonseca. No elenco, amigos de longa data . “Gente de picadeiro, de teatro, é muito diferente de televisão, cinema. Quando a equipe funciona, essa harmonia acaba aparecendo no trabalho”, diz a atriz. Na companhia de Eduardo Reys, Fernando Neves, Silvia Poggetti e Dani Barros, não deu outra na nova produção de Lilia. 
Vencedor do Prêmio Shell 2010, de melhor direção e foi concorrente em outras cinco categorias, texto, atriz, cenografia, trilha sonora e figurino, Maria do Caritó foi visto por 60 mil pessoas no Rio de Janeiro. Isso sem mencionar as presenças nos prêmios Qualidade Brasil e APTR, entregue pela Associação dos Produtores de Teatro do Rio de Janeiro. Ou seja, sobram credenciais para a montagem. 
Lilia lembra que quando fez a encomenda a Newton Moreno – autor pernambucano reconhecido pela competência em abordar temas relacionados à brasilidade –, não pensou em fazer algo tão típico. “Achei engraçado, porque não pensava nisso. Newton apresentou outras propostas, mas acho que ele sentiu o que eu desejava. Queria fazer uma comédia. Tinha acabado de fazer Viver a vida, chorei muito na novela, era muito denso e triste. Eram coisas que eu estava querendo me livrar”, conta. 
Assim, Maria do Caritó é uma comédia sobre uma mulher solteira de 50 anos, tida como santa pelos conterrâneos, mas que está decidida a se casar. Para isso, vai enfrentar a fúria do pai. “É como o Auto da Compadecida, você vai ver toda a essência arquetípica brasileira. Tem uma mulher em busca de um amor, o que, na verdade, não é só um sonho. A peça fala sobre fé”, resume.
Enquanto Lília se dedica exclusivamente a Maria, os outros atores da peça se desdobram em mais de um personagem. “É encantadora a forma como João dirigiu. Tudo ficou muito orgânico. É um trabalho de picadeiro mesmo”, elogia. As apresentações em Belo Horizonte marcam a retomada da peça, depois do intervalo de quase um ano. 
“Teatro é o que me alimenta”, afirma Lilia Cabral. “Se ficar sem, acho que me empobreço, porque requer uma pesquisa diária do entendimento do personagem. Não é a mesma coisa todo dia. Se fosse fazer o Divã hoje em dia, faria de outra forma, por exemplo”, completa. Com Maria do Caritó passará a mesma coisa. “Sempre volto à essência dos personagens que faço. Neste caso, o que eu tenho? Um texto. Se ele é rico, ajuda imensamente. Quando tenho um bom diretor, estou nas mãos dele. Na medida em que propõe, apresento novidades. Enquanto a alma do personagem não falar, minha pesquisa não acaba”, conclui. 
 
MARIA DO CARITÓ 
Comédia com Lilia Cabral. Sexta-feira e sábado, às 21h; domingo, às 19h, no Sesc Palladium (Rua Rio de Janeiro, 1.046, Centro). Ingressos entre R$ 25 e R$ 70. Informações: (31) 3214-5350. 


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