Sexto e último título da franquia 'Resident evil' chega ao fim depois de 15 anos

Capítulo final mostra Alice (Mila Jovovich) tendo a chance de salvar o planeta da ameaça do T-vírus e descobrir sua própria origem

por Pedro Galvão 25/01/2017 20:03
Depois de 15 anos, a saga de Mila Jovovich na Terra devastada pelo T-vírus finalmente chegou ao fim. No sexto e último filme da franquia Resident evil, intitulado O capítulo final, a atriz ucraniana encerra sua mais conhecida participação no cinema, revelando mistérios sobre a personagem Alice e oferecendo as doses generosas de ação, explosões, sustos e zumbis pavorosos que conquistaram os fãs ao longo da última década.
Dirigido por Paul W. S Anderson, O capítulo final mantém estrutura típica da franquia, com predomínio de cenas de perseguição, luta e incontáveis zumbis
CONSTANTIN FILM INTERNATIONAL/DIVULGAÇÃO (foto: Dirigido por Paul W. S Anderson, O capítulo final mantém estrutura típica da franquia, com predomínio de cenas de perseguição, luta e incontáveis zumbis)

Para contar o desfecho de tudo, o lançamento que chega hoje às salas brasileiras faz uma retrospectiva do início da história. Em certa medida, uma estratégia para situar os possíveis espectadores ainda estranhos à trama, mas também uma forma de contextualizar a origem e trajetória da personagem principal ao longo dos filmes anteriores.

A franquia cinematográfica, iniciada em 2002, é inspirada na série de games de mesmo nome. “Vagamente inspirada”, gostam de frisar alguns jogadores mais ortodoxos. Embora a trama filmada seja original e diferente dos videogames, a temática é a mesma: zumbis famintos e muita matança.

No primeiro filme, O hóspede maldito, Alice (Mila Jovovich) acorda em uma mansão abandonada, nua e sem memória alguma. Logo que começa a se recompor, ela descobre que está ameaçada por uma horda de mortos-vivos, originados pela contaminação do agente infeccioso T-vírus, criado pela poderosa corporação Umbrella, especializada em experimentos genéticos.

Dotada de habilidades especiais, a jovem começa a enfrentar zumbis de vários tipos, clones e humanos sobreviventes com planos malignos para o que restava do planeta, cada vez mais destruído não só pela contaminação, mas também por ofensivas nucleares a fim de conter a pandemia. A guerra pessoal da personagem havia rendido cinco longas-metragens até então.

Ao fim de todas essas batalhas, Alice se vê, no filme anterior, Resident evil: Retribuição (2012), como uma das poucas sobreviventes de um ataque devastador a Washington. Esse é o ponto de partida para a missão de O capítulo final, que apresenta a possibilidade de uma cura definitiva para o mal que ameaça o planeta.

SEGREDOS


Para isso, Alice deve voltar a Racoon City, onde tudo começou, e encontrar a única dose existente do antivírus capaz de reverter a contaminação. Em seu caminho, ela encontra antigos aliados, como Claire Redfield (Ali Larter), e inimigos perigosos, incluindo Albert Wesker (Shawn Roberts) e o pior deles, Dr. Alexander Isaacs (Iain Glen), o CEO da Umbrella Corporation. Enquanto tenta salvar o mundo, Alice acaba conhecendo segredos sobre sua real origem.

Se surgem novidades e surpresas em relação à protagonista, a estrutura narrativa é aquela já vista em outros filmes. Ação desde o princípio, com perseguições, explosões, lutas e zumbis aos milhares. Estratégias usadas pela produção com o objetivo de reproduzir nas telas a tensão e a adrenalina dos videogames, o que, infelizmente, pode ter sido um risco mal calculado.

Durante as gravações na África do Sul, em setembro de 2016, uma dublê de Jovovich sofreu um grave acidente e teve que amputar o braço esquerdo depois de passar duas semanas em coma, e um membro da produção morreu esmagado por um carro preso incorretamente a uma plataforma.

A direção do último filme de Resident evil fica novamente por conta de Paul W. S Anderson, que participou do todos os anteriores, como diretor ou roteirista. A franquia já arrecadou US$ 874 milhões nas bilheterias de todo o mundo antes do lançamento de O capítulo final.

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